Os efeitos colaterais de med...

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Q3654314 Farmácia
Os efeitos colaterais de medicamentos correspondem a respostas não desejadas que podem surgir mesmo quando o medicamento é administrado em doses corretas. Sobre esse tema, analise as alternativas e assinale a correta:

Alternativas

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Tema central: Farmacovigilância e efeitos colaterais. Em farmacologia clínica, “efeito colateral” é uma resposta não intencional que pode ocorrer nas doses usuais. Na terminologia de farmacovigilância, a OMS/UMC define Reação Adversa a Medicamento (RAM) como resposta nociva e não intencional em doses normalmente utilizadas. Esses eventos compõem o perfil de segurança e devem ser monitorados (ANVISA/Notivisa).

Alternativa correta: E

A alternativa E está correta porque descreve exatamente o conceito: efeitos colaterais podem ocorrer nas doses habituais, variam em gravidade (leves a graves) e exigem monitoramento e notificação por farmacovigilância, conforme normas da ANVISA (Boas Práticas de Farmacovigilância; Notivisa). Exemplos: sonolência com anti-histamínicos; dispepsia com AINEs (comum, tipo A); erupção cutânea com antibióticos; raramente, agranulocitose com dipirona (grave). Referências: OMS/UMC, ANVISA; UpToDate.

Análise das alternativas incorretas

A – Afirma que são sempre graves e indicam erro. Falso. A maioria das RAM tipo A é previsível, dose-dependente e muitas vezes não decorre de erro (ex.: náusea com opioides). Eventos graves existem, mas não são “sempre” nem obrigatoriamente decorrentes de falha. Diretrizes OMS/ANVISA distinguem evento adverso de erro de medicação.

B – Diz que são sempre benéficos e buscados. Falso. Podem ocasionalmente ser aproveitados clinicamente (ex.: sedação de anti-histamínico), mas por definição não intencionais; muitas RAM são indesejadas e potencialmente nocivas (ex.: sangramento com anticoagulantes).

C – Restringe aos casos de superdose. Falso. RAM e efeitos colaterais ocorrem em doses usuais. Superdose leva a toxicidade aguda, mas efeitos colaterais não dependem necessariamente de ultrapassar a dose máxima. OMS/Harrison reforçam essa distinção.

D – Limita a fármacos “controlados”. Falso. MIPs (venda livre) também causam efeitos colaterais (ex.: ibuprofeno → dispepsia; paracetamol → erupção cutânea). Nenhum medicamento é “totalmente seguro”; segurança é relativa ao risco-benefício.

Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “sempre”, “apenas”, “somente” (A, B, C, D), comuns em pegadinhas. Procure enunciados que mencionem doses habituais, variação de gravidade e necessidade de farmacovigilância (como na E).

Prática de farmacovigilância: Ao identificar efeito colateral, registre a suspeita, avalie causalidade (ex.: algoritmo de Naranjo), classifique gravidade e notifique no Notivisa/ANVISA. Isso fortalece o monitoramento pós-comercialização.

Referências essenciais: OMS/UMC – Safety Monitoring of Medicines; ANVISA – Guia de Boas Práticas de Farmacovigilância e Notivisa; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: E

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