As epilepsias constituem um grupo heterogêneo de doenças ne...

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Q3770549 Psiquiatria
As epilepsias constituem um grupo heterogêneo de doenças neurológicas crônicas que frequentemente se associam a manifestações psiquiátricas, tanto interictais quanto periictais. Considerando esse assunto, analise as afirmativas a seguir.

I. Transtornos psiquiátricos são altamente prevalentes em indivíduos com epilepsia, especialmente depressão e ansiedade, podendo ocorrer de forma interictal, periictal ou pós-ictal, sendo a depressão interictal o transtorno mais comum.
II. A epilepsia do lobo temporal está particularmente associada a alterações de humor, sintomas psicóticos e mudanças de personalidade interictais, frequentemente descritas como hipermoralismo, religiosidade excessiva e viscosidade afetiva.
III. O tratamento psiquiátrico de pacientes com epilepsia deve considerar cuidadosamente os efeitos psicotrópicos e convulsivantes dos fármacos, sendo os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) geralmente seguros, enquanto antipsicóticos de primeira geração e antidepressivos tricíclicos requerem cautela devido ao risco de redução do limiar convulsivo.

Assinale a alternativa que apresenta a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O decisivo era reconhecer a convergência entre a base clínica e o enunciado: manifestações psiquiátricas podem ocorrer em diferentes momentos da epilepsia, a epilepsia do lobo temporal tem associação clássica com certos traços interictais e o manejo psicofarmacológico exige cautela com fármacos que podem reduzir o limiar convulsivo. Como I, II e III se sustentam, a alternativa correta é a letra B.

Tema central: Comorbidades psiquiátricas na epilepsia
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva II. Isso contraria a associação clássica entre epilepsia do lobo temporal e alterações de humor, psicose e traços interictais como hipermoralismo, religiosidade excessiva e viscosidade afetiva.
B
Certa
A alternativa B está correta porque as três assertivas seguem o critério clínico descrito na base. A I se sustenta pela alta prevalência de comorbidades psiquiátricas na epilepsia, especialmente depressão e ansiedade, com possibilidade de ocorrência em períodos interictais e periictais/pós-ictais, sendo a depressão interictal destacada como a mais comum. A II se sustenta pela associação clássica da epilepsia do lobo temporal com alterações de humor, sintomas psicóticos e traços interictais historicamente descritos como hipermoralismo, religiosidade excessiva e viscosidade afetiva. A III se sustenta pela regra de manejo de que, em epilepsia, o tratamento psiquiátrico deve considerar o potencial de redução do limiar convulsivo: ISRS são em geral opções mais seguras/preferíveis, enquanto tricíclicos e antipsicóticos exigem cautela clínica.
C
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva III. A base afirma que o manejo psicofarmacológico em epilepsia deve ponderar risco de redução do limiar convulsivo, com ISRS geralmente mais seguros/preferíveis e tricíclicos exigindo cautela.
D
Errada
Incorreta porque trata apenas a II como verdadeira, mas a I também é sustentada pela temporalidade interictal/periictal/pós-ictal das manifestações e pela alta prevalência de depressão e ansiedade, e a III também é sustentada pela cautela com fármacos que podem baixar o limiar convulsivo.
Pegadinha da questão
A confusão explorada é achar que alguma assertiva exagera: que manifestações psiquiátricas ocorreriam só no período interictal, que os traços clássicos da epilepsia temporal não poderiam ser aceitos por serem descrições históricas, ou que antidepressivos e antipsicóticos estariam absolutamente contraindicados. A base mostra que o ponto correto é reconhecer possibilidade clínica e cautela relativa, não exclusividade nem proibição absoluta.
Dica para questões semelhantes
  • Em epilepsia, confira sempre a temporalidade da manifestação psiquiátrica: interictal, periictal e pós-ictal.
  • Na epilepsia do lobo temporal, reconheça que alterações de humor, psicose e traços interictais clássicos podem aparecer sem que isso implique universalidade.
  • Ao avaliar psicofármacos em epilepsia, o critério não é proibição genérica, mas análise do risco de reduzir o limiar convulsivo.
  • Se a questão afirmar que ISRS são em geral mais seguros/preferíveis e que tricíclicos exigem mais cautela, isso está alinhado à base.

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