A patologia intitulada de Febre Amarela possui causa de qua...
Gabarito comentado
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Tema central: a febre amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença causada por vírus transmitido por mosquitos. O agente etiológico é o vírus da febre amarela (YFV), um Flavivirus (família Flaviviridae), RNA fita simples de sentido positivo. Transmissão ocorre nos ciclos silvestre (Haemagogus/Sabethes) e urbano (Aedes aegypti).
Gabarito: B – Natureza Viral. Justificativa: a etiologia é claramente viral, com tropismo pelo fígado (necrose hepatocelular), levando a icterícia, coagulopatia e, em casos graves, hemorragias e insuficiência renal. Em provas, termos como “arbovirose”, “Aedes”, “vacina 17D”, “icterícia + febre” apontam para vírus como causa.
Como o examinador pode confundir: alternativas que descrevem manifestações (ex.: “diarreica”, “intestinal”) ou termos fora da medicina humana (ex.: “esporófita”) não definem a natureza etiológica. Foque em identificar “bactéria x vírus x parasita”.
Análise das incorretas:
A – Natureza bacteriana: incorreta. Febre amarela não responde a antibióticos; o agente não é bactéria (diferente de leptospirose, febre tifoide). Diretrizes OMS/Ministério da Saúde classificam-na como viral.
C – Natureza esporófita: incorreta. “Esporófita” é termo botânico (fase de plantas); não se aplica à etiologia de doenças humanas.
D – Natureza intestinal: incorreta. “Intestinal” descreve localização/sintoma, não causa. Apesar de haver náuseas/vômitos, a origem é viral sistêmica, não uma enteroinfecção primária.
E – Natureza diarreica: incorreta. “Diarreica” é síndrome clínica, não etiologia. Na febre amarela pode ocorrer, mas não define a causa.
Diagnóstico (resumo útil para provas): RT-PCR/NAAT até ~5–7 dias de doença (fase virêmica). Sorologia IgM a partir do 5º dia (MAC-ELISA). Hemograma com trombocitopenia; TGO/TGP elevadas, bilirrubina alta. Diferenciar de dengue grave, hepatites virais e leptospirose. Referência: OMS; UpToDate; Harrison.
Tratamento/Prevenção: suporte (hidratação, manejo de choque e sangramentos, evitar AINEs). Vacina 17D é a principal medida preventiva (dose única confere proteção duradoura; ver contraindicações: imunossupressão, alergia grave a ovo, lactentes pequenos). Diretrizes: Ministério da Saúde/OMS.
Estrategia de prova: ao ver “febre + icterícia + exposição a áreas de mata ou Aedes” e menção à vacina, marque viral. Desconfie de opções que trocam “causa” por “sítio” ou “síndrome clínica”.
Fontes: OMS – Yellow Fever (2022); Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde; Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª ed.); UpToDate – Yellow fever: epidemiology, clinical features, diagnosis, treatment.
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