Homem, 60 anos, portador de Diabetes Mellitus tipo 2 descom...

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Q3992756 Enfermagem
Homem, 60 anos, portador de Diabetes Mellitus tipo 2 descompensado, submetido à amputação de hálux direito por infecção grave em pé diabético. Durante a visita do Enfermeiro da clínica, 24 horas de pós-operatório.

Paciente apresenta: Relato verbal de dor 7/10, curativo de ferida operatória limpa e seca, Pressão Arterial aferida 130×80 mmHg e afebril. A condição clínica predominante no momento é compatível com:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No 1º dia pós-operatório, a dor referida de 7/10 após amputação de hálux, com curativo limpo e seco, paciente afebril e pressão arterial 130x80 mmHg, é mais compatível com dor aguda por trauma cirúrgico recente; os dados do enunciado não sustentam infecção sistêmica precoce, instabilidade hemodinâmica nem síndrome compartimental.

Tema central: Dor aguda pós-operatória
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro predominante descrito é o de dor aguda secundária ao trauma cirúrgico recente. Nas primeiras 24 horas de pós-operatório, a dor decorre da lesão tecidual e do estímulo nociceptivo da cirurgia. Neste caso, a dor 7/10 ocorre em um paciente afebril, hemodinamicamente estável e com ferida operatória limpa e seca, sem elementos clínicos que indiquem complicação infecciosa ou circulatória predominante.
B
Errada
Está errada porque complicação infecciosa sistêmica precoce exigiria sinais clínicos sistêmicos compatíveis, como febre, hipotensão, piora clínica ou outros marcadores de resposta inflamatória/infecciosa. O enunciado informa exatamente o oposto: paciente afebril, hemodinamicamente estável e com curativo limpo e seco. O antecedente de pé diabético infectado não autoriza concluir que a condição predominante atual seja infecção sistêmica.
C
Errada
Está errada porque não há critério clínico de instabilidade hemodinâmica. A pressão arterial de 130x80 mmHg indica estabilidade pressórica, e o enunciado não traz sinais de choque, sangramento, hipoperfusão ou deterioração circulatória. Em pós-operatório, não se presume instabilidade sem alteração objetiva dos dados vitais ou sinais clínicos correspondentes.
D
Errada
Está errada porque síndrome compartimental não se define por dor isolada. O quadro esperado incluiria dor desproporcional progressiva, tensão local, piora à mobilização passiva e sinais neurovasculares, o que não foi descrito. Além disso, o cenário apresentado é de ferida limpa e seca, sem edema tensional nem déficit neurovascular, o que torna essa hipótese incompatível com os dados fornecidos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre antecedente de infecção grave no pé diabético e presença atual de infecção sistêmica, além de usar dor intensa isolada para testar se o candidato sabe integrá-la com sinais vitais estáveis e aspecto normal do curativo.
Dica para questões semelhantes
  • No pós-operatório imediato, interprete a dor junto com sinais vitais e aspecto da ferida; dor isolada não define complicação grave.
  • Afebril, PA normal e curativo limpo e seco pesam contra infecção sistêmica e instabilidade hemodinâmica naquele momento.
  • Para aceitar síndrome compartimental, procure sinais específicos além de dor: progressão desproporcional, tensão local e alterações neurovasculares.

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