Homem, 62 anos, DM2 há 15 anos, controle glicêmico inadequa...

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Q3992752 Enfermagem
Homem, 62 anos, DM2 há 15 anos, controle glicêmico inadequado (HbA1c: 9,2%), neuropatia periférica sensitivo-motora confirmada. Apresenta lesão plantar há 30 dias, após trauma mecânico por calçado inadequado. Ao exame clínico de enfermagem: pulsos periféricos palpáveis, monofilamento 10g apresentou ausência de sensibilidade protetora, presença de úlcera plantar de 3 cm, bordas regulares, fundo com tecido de granulação viável, exsudato seroso moderado sem sinais flogísticos locais. Hemograma normal e RX sem osteomielite

A conduta de enfermagem mais adequada é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso descreve úlcera plantar neuropática diabética não infectada, com perda da sensibilidade protetora, trauma mecânico, pulsos palpáveis, tecido de granulação viável, exsudato seroso moderado e sem evidência clínica, laboratorial ou radiográfica de infecção; por isso, a conduta correta é manter ambiente úmido controlado e fazer offloading, o que conduz à alternativa B.

Tema central: Úlcera neuropática plantar diabética
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque curativo seco com gaze tende a dessicar o leito da ferida e pode aderir ao tecido de granulação, atrasando a cicatrização. O erro central é tratar uma úlcera neuropática não infectada como se devesse ser mantida seca. Além disso, a alternativa não enfrenta o fator fisiopatológico decisivo do caso, que é a pressão plantar repetitiva pela neuropatia.
B
Certa
A alternativa B reúne os pilares adequados para esse cenário. A ferida tem granulação viável e exsudato moderado, portanto se beneficia de cobertura que mantenha umidade terapêutica sem maceração, favorecendo cicatrização e epitelização. Como se trata de úlcera plantar neuropática, o offloading é indispensável para retirar o trauma mecânico repetitivo que perpetua a lesão. Além disso, a vigilância para sinais de infecção e o reforço do controle glicêmico fazem parte do manejo global, mas não há sinais de infecção estabelecida no enunciado.
C
Errada
Está errada porque o uso rotineiro de solução iodada concentrada não se justifica em ferida limpa, com granulação viável e sem sinais de infecção. O enunciado descreve ausência de sinais flogísticos locais, hemograma normal e RX sem osteomielite, afastando infecção ativa. Nessa condição, antisséptico potencialmente citotóxico pode lesar tecido de granulação e atrasar o reparo.
D
Errada
Está errada porque expor a lesão ao ar e favorecer crosta seca contraria o princípio de cicatrização em ambiente úmido controlado. O ressecamento do leito reduz a migração epitelial e prejudica a evolução de uma ferida com tecido de granulação viável. Também não corrige o mecanismo de manutenção da úlcera, que é a sobrecarga mecânica plantar em contexto de neuropatia.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre controlar exsudato e secar a ferida, além de testar se o candidato reconhece que, na úlcera neuropática plantar, o curativo isolado não basta sem descarregamento de pressão.
Dica para questões semelhantes
  • Se a úlcera plantar diabética tem perda de sensibilidade protetora, pulsos palpáveis e não há sinais de infecção, pense em úlcera neuropática não infectada.
  • Em ferida com granulação viável e exsudato moderado, o objetivo é umidade controlada, não ressecamento do leito.
  • Na úlcera plantar neuropática, descarregamento de pressão é parte central da conduta, porque remove o fator mecânico que perpetua a lesão.
  • Não presuma infecção apenas porque o paciente é diabético; sinais clínicos, laboratoriais e radiográficos do caso é que definem essa indicação.

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