Na abordagem do choque séptico pediátrico, a reposição volêm...
Na abordagem do choque séptico pediátrico, a reposição volêmica é crucial para estabilizar o paciente. É a recomendação adequada para o manejo inicial do choque séptico conforme as diretrizes mais recentes do Surviving Sepsis Campaign:
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Tema central: manejo hemodinâmico inicial do choque séptico pediátrico, com foco na reposição volêmica conforme diretrizes atuais.
Resposta correta: D – Reposição de 40–60 mL/kg de cristaloide isotônico (preferir balanceados, ex.: Ringer lactato) nos primeiros 30–60 min, em bolus de 10–20 mL/kg com reavaliação frequente de perfusão e sinais de sobrecarga (estertores, hepatomegalia, taquipneia/hipóxia). Se persistir choque ou houver sinais de sobrecarga, iniciar precocemente vasopressor (adrenalina/noradrenalina, até por via periférica/IO). Baseado na Surviving Sepsis Campaign – Pediatric (2020) e atualizações do UpToDate/AHA-PALS.
Por quê? Crianças têm choque distributivo com componente frequentemente hipodinâmico; a reposição rápida e titulada melhora o débito cardíaco e a perfusão tecidual na primeira hora (“golden hour”), reduzindo disfunção orgânica. Em ambientes com suporte avançado (UTI/VM), a meta é justamente até 60 mL/kg na primeira hora, se necessário e seguro. Referências: SSC Pediatric 2020 (Weiss et al.), AHA PALS 2020, UpToDate (Septic shock in children, 2024).
Pegadinhas de prova: não confundir o “30 mL/kg” do adulto com o pediátrico; lembrar que “10–20 mL/kg” descreve o tamanho do bolus, não o total; albumina não é fluido inicial; e em cenários sem UTI/ventilação, o uso de bolus é restrito (lição do estudo FEAST).
Análise das alternativas:
A) 10–20 mL/kg em 5–10 min descreve o bolus inicial correto, mas é insuficiente como estratégia completa. Diretriz pede repetir bolus até 40–60 mL/kg na 1ª hora, conforme resposta e segurança.
B) 30 mL/kg em 3 h é a recomendação de adultos (SSC adultos), não pediátrica. Em crianças, isso tende a ser lento e subdosado na fase inicial.
C) Albumina 4% não é fluido de escolha inicial no choque séptico pediátrico. Pode ser considerada após grandes volumes de cristaloide ou cenários específicos, mas não como primeira medida (SSC Pediatric 2020).
D) Correta. Total de 40–60 mL/kg em 30–60 min, em bolus de 10–20 mL/kg com reavaliação clínica contínua e prontidão para vasopressores.
E) 60–80 mL/kg em 10 h é tardia e com volume potencialmente excessivo; perde a “primeira hora” e aumenta risco de sobrecarga e edema pulmonar.
Dicas práticas para a prova: identifique se a questão é pediátrica; busque termos como “bolus de 10–20 mL/kg” e “total de 40–60 mL/kg na 1ª hora”; prefira cristaloides balanceados; interrompa bolus ao menor sinal de sobrecarga e inicie vasopressor cedo. Associe medidas concomitantes: antibiótico na 1ª hora, culturas e controle do foco.
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Comentários
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A ALTERNATIVA CORRETA É: D - Reposição volêmica de 40 a 60 mL/kg de solução cristaloide nas primeiras 30 a 60 minutos.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
- Alternativa A: Falsa. Embora a reposição volêmica seja importante nas primeiras horas, a quantidade recomendada para as primeiras doses rápidas de reposição no choque séptico pediátrico é maior do que 10 a 20 mL/kg. A abordagem inicial requer volumes mais altos.
- Alternativa B: Falsa. Embora a reposição de 30 mL/kg seja um guia comum em outros contextos, a recomendação inicial mais específica para o choque séptico pediátrico é 40 a 60 mL/kg em 30 a 60 minutos, como a alternativa correta indica.
- Alternativa C: Falsa. A administração inicial de albumina não é parte da primeira linha de tratamento. Soluções cristaloides são mais indicadas nesse estágio.
- Alternativa E: Falsa. A reposição de 60 a 80 mL/kg nas primeiras 10 horas é excessiva para o manejo inicial de choque séptico pediátrico, e não faz parte das diretrizes recomendadas.
EM RESUMO: A reposição volêmica inicial para o choque séptico pediátrico deve ser de 40 a 60 mL/kg de solução cristaloide nas primeiras 30 a 60 minutos. Esta abordagem rápida é crucial para estabilizar o paciente nas primeiras fases do tratamento.
PONTOS CHAVE:
- A reposição volêmica inicial deve ser agressiva e feita rapidamente, com volumes de 40 a 60 mL/kg nas primeiras 1 hora.
- Soluções cristaloides são a primeira escolha de líquidos para reposição volêmica.
- Ajustes subsequentes devem ser feitos com base na resposta clínica do paciente.
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