Analisando a estrutura da palavra “incessantes”, pode-se af...
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Tema central: Morfologia – Formação de Palavras.
A questão aborda o processo de formação de palavras na Língua Portuguesa, em especial o reconhecimento de derivações (acréscimo de afixos a um radical). Isso é fundamental tanto para interpretar termos em textos quanto para compreender o significado preciso das palavras, habilidades essenciais para o trabalho do agente comunitário de saúde ao lidar com linguagem formal.
Justificativa da alternativa correta (D):
A palavra “incessantes” é formada pelo radical “cess” (do verbo “cessar”), ao qual se acrescentam o prefixo “in-” (negação) e o sufixo “-ante” (indicando característica). Portanto, temos: “in-” + “cess” + “-ante” = “incessante”. No plural, “incessantes”.
Essa formação é chamada de derivação prefixal e sufixal porque adiciona-se, separadamente, um prefixo e um sufixo ao radical já existente.
Segundo a Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara, esse processo ocorre quando cada afixo poderia ser acrescentado separadamente, formando palavras também existentes na língua (ex.: cessante e incessante).
Análise das alternativas incorretas:
A) Composição por aglutinação: Incorreta. Não há união de duas palavras inteiras ("in" não é palavra autônoma), mas sim de afixos a um radical. Exemplo de aglutinação: planalto (plano + alto).
B) Derivação regressiva: Errada. Ocorre quando um substantivo é formado pela redução de um verbo (ex: “ajuda” de “ajudar”), o que não é o caso aqui.
C) Derivação imprópria: Incorreta. Trata-se de mudança na classe gramatical sem alteração da forma, como em “o jantar” (substantivo formado a partir do verbo “jantar”). “Incessantes” não mudou de classe, mas foi formada por afixos.
E) Derivação parassintética: Incorreta. A parassíntese exige que a retirada de qualquer dos afixos torne a palavra inexistente. Aqui, “cessante” existe, logo não é parassíntese.
Estratégias de prova:
Fique atento ao radical e identifique se prefixos e sufixos poderiam existir isoladamente. Palavras como “cessante” já existem, o que denuncia a derivação prefixal e sufixal, não parassintética.
Evite confundir prefixos com palavras autônomas (“in” não é palavra independente).
Resumo: O conhecimento de formação de palavras é essencial tanto para interpretação quanto para uso adequado da língua nos registros oficiais. Essa regra é recorrente em provas de concursos públicos, segundo gramáticas como as de Bechara e Cunha & Cintra.
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Comentários
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Sim, porque agora existe "incessa" e "cessantes"
Radical: cessar
- Prefixo + radical + sufixo | in + cess + ante = incessante (derivação prefixal e sufixal)
Alternativa D
Obs: Se a palavra existir sem um dos afixos, NÃO É parassíntese.
- Radical + Sufixo: ante | cess + ante = cessante (derivação sufixal)
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