Debates sobre modernização do Estado frequentemente
opõem eficiência e efetividade como se fossem conceitos
equivalentes. A distinção, porém, é relevante: um Estado
mais eficiente desloca a análise para a otimização de
recursos e processos, enquanto um Estado mais efetivo
tem como foco a entrega de resultados em termos de
soluções públicas de qualidade que melhorem a vida da
população. Nessa perspectiva, a gestão pública deve
migrar da lógica de "quanto gastamos" para "que
impacto isso está gerando, para quem e com qual
qualidade". A qualidade dos serviços públicos depende
da valorização e de boas práticas de gestão em relação
a quem atua no serviço público − especialmente aqueles
em posição de liderança. Pesquisa conduzida em 2025,
indicou que 92% dos brasileiros acreditam que os
servidores poderiam oferecer mais à população se os
órgãos públicos dessem mais condições para isso, e que
89% confiariam mais no Estado se houvesse processos
de pré-seleção para lideranças com base em habilidades
e competências, para além da indicação política.
Pesquisas internacionais compiladas pela OCDE indicam
que a qualidade da liderança no setor público impacta a
performance organizacional, a eficiência e a
produtividade da gestão, podendo ainda reduzir riscos de
corrupção e aumentar a confiança no setor público. No
que se refere aos chamados supersalários, apenas
0,06% de todo o funcionalismo público recebe
remuneração superior ao teto constitucional, mas o custo
desse grupo para os cofres públicos supera R$ 11,1
bilhões por ano − valor equivalente ao atendimento anual
de 1,36 milhão de famílias em programas sociais de
transferência de renda. Com base no contexto
apresentado, assinale a alternativa correta:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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Parabéns! Você acertou!
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