O Novo Regime Fiscal do Município do Rio de Janeiro possui u...
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: A regra decisiva era a faixa da Nota B no indicador de endividamento: de 60% a 150% da relação entre dívida consolidada bruta e receita corrente líquida.
- Quando a alternativa afirmar uma nota ou conceito fiscal, confira primeiro a faixa exata de classificação do indicador citado.
- Não transfira automaticamente a metodologia de um indicador para outro: endividamento, liquidez e poupança podem ter bases temporais e fórmulas diferentes.
- Se a norma usa composição de exercícios com pesos, elimine alternativas que falem em média simples ou compensação aritmética direta entre anos.
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É UMA QUESTAO ESPECÍFICA PARA O RIO DE JANEIRO
BASE LEGAL
O Novo Regime Fiscal do Rio de Janeiro (Lei Complementar Municipal nº 235/2021) utiliza três indicadores, alinhados com a metodologia CAPAG da STN (como visto na Portaria ME nº 5.623/2022 e Portaria STN nº 1.487/2022, e também em documentos citados nas buscas):
- Endividamento (DC): Avalia o grau de solvência, medido pela relação entre Dívida Consolidada Bruta e Receita Corrente Líquida (RCL).
- Poupança Corrente (PC): Avalia a relação entre Despesa Corrente (DC) e Receita Corrente Ajustada (RCA), refletindo a capacidade de geração de poupança (recursos próprios para investimento).
- Liquidez (IL): Avalia a situação de caixa, medido pela relação entre as Obrigações Financeiras e a Disponibilidade de Caixa Bruta (ou, no caso específico do RJ, as não vinculadas - conforme o Art. 13, § 3º da LC 235/2021).
poxa, a letra E tá tão bonitinha
Novo Regime Fiscal do RJ & Metodologia CAPAG: A premissa central é que a nota do município é uma "régua" para medir se ele pode contrair novas dívidas com garantia da União. A régua tem 3 réguas menores (indicadores) e dá notas de A a C.
1. ENDIVIDAMENTO (Quanto devo? / Quanto ganho?)
- Fórmula: Dívida Consolidada Bruta (DC) ÷ Receita Corrente Líquida (RCL).
- Período de Análise: Média ponderada dos últimos 3 anos (Pesos: 50%, 30%, 20%).
Notas:
- Nota A: Até 60% da RCL.
- Nota B: Acima de 60% até 120% (ou 150% dependendo da portaria vigente).
- Nota C: Acima de 120%/150%.
O que a questão cobrou: Como o teto da Nota B ultrapassa os 100%, ter uma dívida maior que a receita ainda permite nota B. GABARITO: LETRA C.
2. POUPANÇA CORRENTE (Gasto mais do que ganho no dia a dia?)
- Fórmula: Despesa Corrente (DC) ÷ Receita Corrente Ajustada (RCA).
- Período de Análise: Média ponderada dos últimos 3 anos.
- Lógica: Se a despesa corrente for menor que 95% da receita, o município tem "fôlego" (Nota A). Se gastar mais de 95% do que arrecada, perde nota.
- Pegadinha da Questão (Letra D): Não existe "compensação 1:1" (gastei 5%, poupo 5%). O cálculo usa média ponderada, então o rombo de um ano pesa 50% na nota do ano seguinte, enquanto a poupança recente terá pesos diferentes.
3. LIQUIDEZ (Tenho dinheiro em caixa para pagar as contas de curto prazo?)
- Fórmula: Obrigações Financeiras ÷ Disponibilidade de Caixa Bruta.
- Período de Análise: APENAS O ÚLTIMO EXERCÍCIO (Ano Anterior). Não se usa média de três anos!
- Lógica: Se as Obrigações (contas a pagar, restos a pagar) forem maiores que o caixa (disponibilidade), o município está insolvente no curto prazo. Resultado: Nota C automática.
- Pegadinha da Questão (Letra A e E): A letra A erra ao dizer que pode ter Nota B com obrigações maiores que caixa. A letra E erra ao generalizar dizendo que todos os indicadores usam base de 3 anos.
Conclusão: "No Rio, para ter saúde fiscal (Nota B), você pode até dever mais do que ganha (Endividamento), mas não pode estar com o caixa estourado (Liquidez)!"
- ENDIVIDAMENTO = Olha para o passado (3 anos, média ponderada).
- POUPANÇA = Olha para o passado (3 anos, média ponderada).
- LIQUIDEZ = Olha para o agora (último ano apenas).
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