Paciente, sexo feminino, 26 anos, com queixa de visão turva ...

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Q2088600 Medicina
Paciente, sexo feminino, 26 anos, com queixa de visão turva e hemiplegia à direita há duas semanas. Foi realizado estudo de ressonância magnética do crânio que evidenciou lesão tumefativa frontoparietal à esquerda com extensão ao centro semioval, com hipersinal nas sequências ponderadas em T2, hipossinal nas sequências ponderadas em T1, além de discreta restrição periférica à difusão. Há discreto edema vasogênico adjacente à lesão. Destaca-se impregnação periférica incompleta (aspecto de “anel incompleto”). O diagnóstico mais provável da lesão descrita pelo exame de imagem é:
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial de lesões expansivas cerebrais em pacientes adultos jovens com achados clínico-radiológicos compatíveis com doença desmielinizante, especialmente Esclerose Múltipla (EM).

Justificativa da alternativa correta (C – Lesão desmielinizante):

A paciente apresenta sinais neurológicos subagudos (visão turva e hemiplegia à direita), idade compatível com início típico de doença desmielinizante, e achados de ressonância característicos:

  • Hipersinal em T2
  • Hipossinal em T1
  • Impregnação periférica incompleta (“anel incompleto”)
  • Discreto edema vasogênico adjacente

Essas características sugerem lesão desmielinizante tumefativa. Segundo o documento “Esclerose Múltipla: Diagnóstico por Imagem” da Associação Médica Brasileira: "A RM é atualmente considerada a principal ferramenta paraclínica para o diagnóstico, demonstrando precocemente a presença de disseminação do processo desmielinizante no tempo e no espaço." Lesões tumefativas podem realçar de forma incompleta (padrão aberto, ou “open ring”), frequente em EM, especialmente em crises agudas (UpToDate, 2023).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Glioblastoma: geralmente afeta indivíduos mais velhos (>50 anos), possui realce anelar completo e necrose central pronunciada. O padrão de realce periférico incompleto não é típico.
  • B) Sequela isquêmica: cursa com lesão hipodensa crônica, sem realce e sem edema significativo após semanas do evento. Não é esperado realce periférico à difusão nem edema vasogênico acentuado.
  • D) Encefalopatia herpética: predileção pelos lobos temporais, curso subagudo/agudo, geralmente com sinal hemorrágico e realce difuso/irregular, além de sintomas compatíveis com encefalite.

Dicas de prova e pontos-chave:

Observe atentamente:

  • Padrão de realce incompleto (anel aberto) – altamente sugestivo de lesão desmielinizante tumefativa.
  • Idade jovem + sintomas subagudos + sinais de desmielinização na imagem.
  • Cuidado com pegadinhas: edema discreto e ausência de necrose central afasta glioblastoma.

Em resumo, a associação clínica e radiológica favorece fortemente o diagnóstico de lesão desmielinizante.

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A resposta correta é a alternativa C - Lesão desmielinizante. A lesão tumefativa descrita no exame de ressonância magnética apresenta hipersinal nas sequências ponderadas em T2, hipossinal nas sequências ponderadas em T1, além de discreta restrição periférica à difusão e impregnação periférica incompleta. Essas características são sugestivas de uma lesão desmielinizante, como a esclerose múltipla, que é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode apresentar sintomas como visão turva e hemiplegia. Glioblastoma, sequela isquêmica e encefalopatia herpética são outras possíveis causas de lesões cerebrais, mas não apresentam as características descritas no exame de imagem.

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