As complicações hipertensivas na gravidez são a maior causa...
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Tema central: Síndromes hipertensivas específicas da gestação.
Saber distinguir as síndromes hipertensivas na gestação é essencial na atividade pericial e clínica, pois envolve risco materno e fetal. Hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia são entidades de manejo e prognóstico distintos.
Justificativa da alternativa INCORRETA (C):
Hipertensão gestacional transitória NUNCA é o mesmo que pré-eclâmpsia. Segundo o Manual Técnico: Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (p. 82-83):
"Na hipertensão gestacional há aumento da PA após a 20ª semana, sem proteinúria. Se aparecer proteinúria significativa, passa a ser pré-eclâmpsia." Portanto, são condições diferentes quanto ao diagnóstico e gravidade. É um erro grave confundir os termos, pois implica condutas diferentes e pode ser pegadinha frequente em concursos!
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. Descreve fielmente os critérios diagnósticos de pré-eclâmpsia: hipertensão após 20 semanas, proteinúria ≥300mg/24h, desaparecendo até 12 semanas pós-parto (Manual Técnico, p. 84).
B) Correta. A hipertensão crônica é definida antes da gestação ou até 20 semanas e PERSISTE após o parto, sem limitação de tempo.
D) Correta. Na pré-eclâmpsia sobreposta à HAC, surgem proteinúria ou sinais de gravidade em hipertensas crônicas (inclusive alteração de transaminases, plaquetopenia ou piora súbita da pressão/proteinúria) — quadro muito bem descrito e respaldado pelas diretrizes SBH/SBF (2021).
E) Correta. Os aumentos de 30 mmHg (sistólica) e 15 mmHg (diastólica) não são critério diagnóstico, mas sinalizam risco; um ganho de peso abrupto pode ser um alerta para pré-eclâmpsia iminente (adorada como pegadinha por bancas!).
Dica de prova:
Leia os enunciados e alternativas atentamente, destaque palavras-chave como “proteinúria”, “após 20 semanas”, “persistência pós-parto”. Cuidado com termos como “transitória” e “sobreposta” — são recorrentes em pegadinhas.
Segundo o Manual Técnico citado:
“A detecção precoce e classificação correta das hipertensões gestacionais repercute diretamente nos desfechos maternos e fetais.” (p. 81)
Resumo:
Alternativa C está incorreta por confundir condições distintas. Entenda o conceito técnico e fique atento a expressões específicas!
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Na hipertensão transitória da gravidez, não há proteinúria, a pressão retorna ao normal 12 semanas após o parto. Já na pré-eclâmpsia, há proteinúria, ou há cefaléia, distúrbios visuais, dor abdominal, plaquetopenia e aumento de enzimas hepáticas.
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