No exercício clínico-odontológico, medidas de biossegurança...
I.A reutilização criteriosa de máscaras cirúrgicas e luvas, quando realizada em um mesmo paciente durante o mesmo atendimento, é considerada segura desde que os materiais não apresentem sujidade visível e não tenham sido perfurados.
II.A esterilização de instrumentais odontológicos críticos deve ser realizada obrigatoriamente após cada uso, sendo o processo validado por indicadores físicos, químicos e, preferencialmente, biológicos.
III.A manipulação de resíduos contaminados pode ser realizada sem luvas, desde que os materiais estejam secos e sejam descartados em sacos plásticos duplos, devidamente identificados.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: Biossegurança em Odontologia: práticas padronizadas de EPI, esterilização e gerenciamento de resíduos para prevenir transmissão cruzada e acidentes. Baseado em diretrizes do CDC, ANVISA (RDC 15/2012; RDC 222/2018) e NR-32.
Gabarito: A – II apenas.
Por que a II está correta: Instrumentais críticos (os que penetram tecidos estéreis/sangue) devem ser esterilizados após cada uso. A qualidade do ciclo deve ser validada por: - Indicadores físicos (tempo, temperatura, pressão do autoclave); - Indicadores químicos (fitas/integrais interno e externo do pacote); - Indicadores biológicos (esporos) – uso rotineiro: pelo menos semanal e obrigatório a cada carga com implantáveis (ANVISA RDC 15/2012; CDC “Guidelines for Infection Control in Dental Settings”). A assertiva reflete a prática recomendada de validação multiparamétrica, com preferência pelo monitoramento biológico.
Por que a I está errada: Luvas e máscaras cirúrgicas são descartáveis e não devem ser reutilizadas, mesmo no mesmo paciente. Luvas sofrem microperfurações e contaminam superfícies; máscaras perdem eficiência de filtração quando úmidas e acumulam patógenos. Diretrizes: CDC (uso único; troca entre pacientes e quando danificadas/úmidas), NR-32 e boas práticas de controle de infecção. A expressão “reutilização criteriosa” é pegadinha — não há critério seguro para reuso de descartáveis.
Por que a III está errada: A manipulação de resíduos contaminados exige EPI completo (luvas de borracha grossa para limpeza/manuseio de resíduos, avental, máscara, óculos/face shield). O fato de o material estar “seco” não elimina risco biológico ou de acidentes com pérfurocortantes. “Saco plástico duplo” não substitui EPI e só é indicado em situações específicas (ex.: extravasamento). Base: ANVISA RDC 222/2018 (gerenciamento de resíduos) e NR-32.
Estratégia para a prova: - Desconfie de termos como “reutilização” de descartáveis e “sem luvas” — tendem a estar errados. - Lembre a classificação de Spaulding: críticos = esterilização pós-uso; sem exceções. - Palavras como “mesmo paciente” e “seco” são armadilhas que não mudam a conduta segura.
Referências essenciais: CDC Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings; ANVISA RDC 15/2012 (esterilização) e RDC 222/2018 (resíduos); NR-32 (Segurança e Saúde nos Serviços de Saúde); UpToDate – Infection control in dental settings.
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