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Q4192518 Medicina
Homem de 60 anos procurou assistência médica com história de 6 meses de dor epigástrica progressiva, náuseas, vômitos e perda de peso. Realizou endoscopia digestiva alta: massa no corpo gástrico medindo 3,5 cm. Resultados da biópsia revelou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Tomografia de abdome com contraste: 8 linfonodos perigástricos aumentados, variando de 1 a 2 cm de diâmetro. CEA = 18 ng/dL (normal < 2,5 ng/dL).
Qual das alternativas a seguir é o fator mais importante para determinar o prognóstico do paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No adenocarcinoma gástrico, o principal determinante prognóstico isolado é a profundidade de invasão da parede gástrica, por corresponder ao componente T do TNM; por isso, diante de um câncer gástrico confirmado, esse critério prevalece sobre tamanho, CEA, localização e linfonodos aumentados na imagem.

Tema central: Prognóstico no câncer gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
O tamanho tumoral, isoladamente, não é o principal determinante prognóstico no câncer gástrico. Tumores menores podem ter invasão profunda e pior comportamento, enquanto tumores maiores podem ter prognóstico distinto conforme o grau de penetração na parede e o estágio anatômico. Portanto, tamanho não substitui o componente T do TNM.
B
Certa
A profundidade de invasão é um dos mais fortes determinantes de estágio e de sobrevida no câncer gástrico. Quanto maior a penetração do tumor na parede, pior tende a ser o prognóstico, o que faz da alternativa B a melhor resposta.
C
Errada
Metástase linfonodal é fator prognóstico importante, mas a questão pede o fator mais importante em formulação conceitual clássica, e nessa leitura a profundidade de invasão prevalece. Além disso, o enunciado descreve linfonodos aumentados na tomografia, o que não comprova metástase linfonodal sem confirmação anatomopatológica; assumir N positivo apenas pelo exame de imagem seria tecnicamente inadequado.
D
Errada
A localização em relação à junção gastroesofágica pode interferir na classificação anatômica, na estratégia cirúrgica e em características biológicas, mas não é o principal determinante prognóstico global isolado. No confronto entre localização e estadiamento anatômico, a profundidade de invasão tem maior peso prognóstico.
E
Errada
CEA elevado pode ter valor complementar e associação com carga tumoral, mas não é o eixo principal da estratificação prognóstica no adenocarcinoma gástrico. Marcador sérico não substitui estadiamento anatomopatológico e não supera a profundidade de invasão como variável prognóstica central.
Pegadinha da questão
A banca induz à alternativa de metástase linfonodal ao informar 8 linfonodos perigástricos aumentados, mas adenomegalia tomográfica não equivale a metástase confirmada e, mesmo assim, o fator clássico mais importante cobrado para prognóstico continua sendo a profundidade de invasão.
Dica para questões semelhantes
  • Em adenocarcinoma gástrico, quando a pergunta for pelo principal fator prognóstico isolado, pense primeiro no componente T: profundidade de invasão da parede.
  • Não troque estadiamento anatomopatológico por achados chamativos do enunciado, como marcador tumoral elevado ou linfonodos aumentados em imagem.
  • Metástase linfonodal tem peso prognóstico relevante, mas em formulação clássica de prova sobre fator mais importante, a profundidade de invasão costuma ser a resposta de referência.

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