O planejamento das ações de saúde bucal no nível municipal ...
(__)A elaboração do plano de ações em saúde bucal deve partir da análise epidemiológica da população, permitindo a definição de prioridades, metas e estratégias de forma fundamentada.
(__)O planejamento das ações odontológicas pode prescindir da definição de metas mensuráveis, desde que haja foco na ampliação do número de atendimentos clínicos gerais.
(__)A delimitação de ações de saúde bucal deve priorizar exclusivamente os procedimentos curativos, uma vez que a cobertura de ações educativas não é considerada critério relevante nos indicadores de desempenho municipal.
(__)A avaliação do plano de saúde bucal deve envolver o monitoramento sistemático de indicadores e a retroalimentação do processo de planejamento, assegurando a melhoria contínua das ações.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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Tema central: Planejamento em Saúde Bucal no município, baseado em diagnóstico situacional, definição de prioridades, metas e monitoramento contínuo. Conceitos-chave: integralidade do cuidado, metas mensuráveis (SMART), prevenção e promoção e ciclo de avaliação (PDCA). Diretrizes: Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, PNAB/APS, PlanejaSUS, SISAB/e-SUS APS.
Gabarito: V – F – F – V (Alternativa C)
Afirmativa 1 – Verdadeira. Planejar com base em análise epidemiológica (perfil de cárie, doença periodontal, acesso, risco social) permite priorizar grupos (escolares, gestantes, pessoas com deficiência), definir metas e estratégias coerentes. É o que defendem o Brasil Sorridente e o PlanejaSUS: diagnóstico situacional orienta objetivos, metas e recursos.
Afirmativa 2 – Falsa. Planejamento não pode prescindir de metas mensuráveis. Ampliar apenas o número de atendimentos não garante efetividade nem equidade. Diretrizes da APS/PNAB recomendam metas SMART (específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes, temporais) e uso de indicadores para monitorar acesso, prevenção e resolutividade (SISAB/e-SUS).
Afirmativa 3 – Falsa. Priorizar exclusivamente procedimentos curativos contraria a integralidade e a promoção da saúde. A PNSB e PNAB enfatizam ações educativas e preventivas (PSE, escovação supervisionada, fluoretação, selantes, pré-natal odontológico), que compõem tanto o cuidado quanto o monitoramento municipal. Focar só no curativo aumenta demanda reprimida e custos, sem impacto sustentado.
Afirmativa 4 – Verdadeira. A avaliação deve incluir monitoramento sistemático de indicadores (acesso programado, urgência, cuidado a gestantes, procedimentos preventivos) e retroalimentar o planejamento, seguindo o ciclo PDCA (planejar–executar–checar–agir). Documentos do MS orientam esse processo contínuo de melhoria.
Por que a alternativa C é a correta? É a única que apresenta a sequência V – F – F – V, coerente com as diretrizes do SUS para a Saúde Bucal Coletiva.
Por que as demais alternativas estão incorretas? - A: Afirma que todas são verdadeiras, mas as afirmativas 2 e 3 são falsas. - B: Erra ao marcar 2ª e 3ª como falsas (correto), porém torna a 4ª falsa, o que contraria o PDCA/monitoramento. - D: Marca 1ª como falsa e 3ª como verdadeira, invertendo conceitos fundamentais (diagnóstico situacional e integralidade).
Estratégia para a prova: - Ao ler “ampliar número de atendimentos”, desconfie se não houver metas e indicadores. - Se a afirmativa excluir prevenção/educação, tende a ser falsa no SUS. - Procure termos como diagnóstico situacional e monitoramento/retroalimentação: costumam validar a afirmativa.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Bucal (Brasil Sorridente); PNAB/APS; Cadernos de Atenção Básica em Saúde Bucal; PlanejaSUS; SISAB/e-SUS APS.
Resposta final: C) V – F – F – V.
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