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Assinale a alternativa correta em relação à anatomia do canal anal e do reto.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda anatomia do reto e canal anal, especialmente aspectos de sua inervação parassimpática. Este conhecimento é crucial para o entendimento dos mecanismos fisiológicos da defecação e no manejo clínico em proctologia.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta pois descreve a inervação parassimpática do reto e canal anal por meio dos nervos erigentes (esplâncnicos pélvicos), que emergem dos forames sacrais S2, S3 e S4. Essas fibras atuam principalmente relaxando o esfíncter anal interno e aumentando a motilidade intestinal, facilitando a evacuação.
Segundo o “Manual de Manejo do Cólon”, “a inervação parassimpática do reto e do canal anal provém dos segmentos S2-S4, formando o plexo pélvico que inerva essas estruturas”. Isso é confirmado por várias fontes, incluindo o Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Análise das alternativas incorretas:
A) Erro anatômico: A prega de Kohlrausch é concava à direita (não convexa) e não coincide exatamente com a reflexão peritoneal anterior, que normalmente está acima dessa prega em homens e mulheres.
B) Inadequação conceitual: O canal anal cirúrgico estende-se da linha denteada à margem anal. A membrana do proctodeu está próxima à linha denteada, e não toda extensão do canal.
C) Erro relacional: O esfíncter interno é separado do puborretal pelo esfíncter externo. O puborretal compõe o elevador do ânus e está posterior e superior ao esfíncter interno, não “intimamente relacionado” no plano profundo.
D) Erro de localização: A fáscia de Waldeyer está posterior ao reto (separa o reto do sacro), não anteriormente. Anteriormente, essa separação é feita pela fáscia de Denonvilliers (em homens) ou pela fáscia retovaginal (em mulheres).
Estratégias para provas: Fique atento a termos anatômicos específicos e relações espaciais. Muitos erros estão em detalhes topográficos (anterior/posterior, relevo das pregas, extensão dos espaços!). Sempre que houver termos como “superior”, “inferior”, “anterior” ou “posterior”, faça mentalmente o desenho anatômico.
Diretrizes e referências: Obras clássicas como Moore & Dalley (“Anatomia Orientada para a Clínica”) e protocolos do Ministério da Saúde ratificam essas informações, sendo essenciais para revisão de concursos.
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