Na disputa pelos sentidos do passado no Brasil, a valorizaçã...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2026
Banca:
CESPE / CEBRASPE
Órgão:
SEDUC-AL
Prova:
CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-AL - Professor - História |
Q4441667
Sociologia
Texto associado
Numa perspectiva construtivista, não se trata mais de lidar com
os fatos sociais como coisas, mas de analisar como os fatos
sociais se tornam coisas. Como e por quem eles são solidificados
e
dotados de duração e estabilidade. Aplicada à memória
coletiva, essa abordagem irá se interessar, portanto, pelos
processos e atores que intervêm no trabalho de constituição e de
formalização das memórias. Ao privilegiar a análise dos
excluídos, dos marginalizados e das minorias, a história oral
ressaltou a importância de memórias subterrâneas que, como
parte integrante das culturas minoritárias e dominadas, se opõem
à “memória oficial”. Num primeiro momento, essa abordagem
faz da empatia com os grupos dominados estudados uma regra
metodológica e reabilita a periferia e a marginalidade.
Michael Pollak. Memória, Esquecimento, Silêncio. Estudos Históricos,
v. 1, n. 2, 1989 (com adaptações).
Considerando os debates científicos sobre os usos da memória e
da oralidade e suas aplicações no ensino de história, julgue o item que se segue.
Na disputa pelos sentidos do passado no Brasil, a valorização
das memórias silenciadas e da oralidade surge como
possibilidade de reconhecimento de grupos invisibilizados
pelas perspectivas eurocêntricas e elitistas da historiografia,
como os negros, os indígenas, as mulheres e os
homossexuais.