Na disputa pelos sentidos do passado no Brasil, a valorizaçã...

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Q4441667 Sociologia
Numa perspectiva construtivista, não se trata mais de lidar com os fatos sociais como coisas, mas de analisar como os fatos sociais se tornam coisas. Como e por quem eles são solidificados e dotados de duração e estabilidade. Aplicada à memória coletiva, essa abordagem irá se interessar, portanto, pelos processos e atores que intervêm no trabalho de constituição e de formalização das memórias. Ao privilegiar a análise dos excluídos, dos marginalizados e das minorias, a história oral ressaltou a importância de memórias subterrâneas que, como parte integrante das culturas minoritárias e dominadas, se opõem à “memória oficial”. Num primeiro momento, essa abordagem faz da empatia com os grupos dominados estudados uma regra metodológica e reabilita a periferia e a marginalidade.

Michael Pollak. Memória, Esquecimento, Silêncio. Estudos Históricos,
v. 1, n. 2, 1989 (com adaptações).  


Considerando os debates científicos sobre os usos da memória e da oralidade e suas aplicações no ensino de história, julgue o item que se segue.
Na disputa pelos sentidos do passado no Brasil, a valorização das memórias silenciadas e da oralidade surge como possibilidade de reconhecimento de grupos invisibilizados pelas perspectivas eurocêntricas e elitistas da historiografia, como os negros, os indígenas, as mulheres e os homossexuais. 
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