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Q3191571 Medicina
Um paciente esquizofrênico em tratamento com antipsicóticos típicos apresenta quadro de distonia aguda com torcicolo grave e dificuldade para movimentar o pescoço. O médico identifica que esse efeito adverso está relacionado ao uso prolongado de neurolépticos. A conduta inicial mais adequada para tratar a distonia aguda causada por neurolépticos é:
Alternativas

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Tema central: reação extrapiramidal – distonia aguda induzida por antipsicóticos (especialmente os típicos). Clinicamente cursa com torcicolo, trismo, crise oculógira e até laringoespasmo. Ocorre por bloqueio D2 nigroestriatal com predomínio colinérgico no corpo estriado.

Conduta de escolha (base científica): anticolinérgico parenteral de ação rápida: biperideno 5 mg IM/IV, ou benztropina 1–2 mg IV/IM, ou difenidramina 50 mg IV/IM, com alívio em minutos, seguido de manutenção oral por 24–72 h para prevenir recorrência. Este é o protocolo recomendado por UpToDate, Goodman & Gilman, Maudsley e diretrizes psiquiátricas.

Sobre o gabarito: embora conste a alternativa D, a resposta correta, segundo evidência e diretrizes, é a alternativa B (administrar anticolinérgico, como biperideno). A troca para antipsicótico de 2ª geração é decisão posterior para reduzir risco futuro, mas não trata a crise aguda.

Estratégia em prova: identificou “distonia aguda” + “antipsicótico típico” → pense em anticolinérgico parenteral imediato. Evite opções que demoram a agir ou pioram o quadro.

Análise das alternativas

A) Suspender o antipsicótico e iniciar benzodiazepínico: benzodiazepínicos podem ser adjuvantes se refratário, mas não são primeira linha nem corrigem o desequilíbrio dopamina/acetilcolina. Suspender/ajustar dose pode ser considerado após estabilização.

B) Correta. Anticolinérgicos (biperideno/benztropina) revertendo o excesso colinérgico estriatal são o tratamento inicial de escolha. Difenidramina também é eficaz por ação anticolinérgica.

C) Metoclopramida (antagonista dopaminérgico) piora ou pode precipitar distonia; é uma causa clássica de distonia medicamentosa.

D) Trocar para antipsicótico de 2ª geração pode reduzir risco de recorrência, mas não resolve a emergência. A prioridade é anticolinérgico parenteral imediato.

E) Corticoides não têm papel na fisiopatologia (não corrigem o desequilíbrio dopaminérgico/colinérgico); não indicados.

Diferenciais e cuidados: diagnóstico é clínico; excluir condições metabólicas (hipocalcemia/tetania) se atípico. Atenção a sinais de laringoespasmo (via aérea). Após a crise, reavaliar dose, considerar redução ou troca para atípico e manter anticolinérgico por curto período.

Referências: UpToDate (Acute dystonic reactions), Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics; Maudsley Prescribing Guidelines; diretrizes APA.

Gabarito comentado: B

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Comentários

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Gabarito questionável, a questão pede a conduta inicial. O tratamento é feito com anticolinérgico.

fonte do medscap:

O tratamento da distonia aguda costuma ser muito eficaz. Frequentemente se dá com o uso de anticolinérgicos. A opção mais usada e que reúne mais dados científicos é o biperideno 5 mg injetável. Uma alternativa a este medicamento é o uso dos anti-histamínicos como a prometazina 25 mg injetável. Estes medicamentos são normalmente efetivos em 20 minutos quando usados por via intramuscular.”

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