Um paciente de 60 anos, diabético, apresenta úlcera plantar...
Gabarito comentado
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O tema central da questão é o pé diabético neuropático, uma complicação comum do diabetes mellitus que resulta em alterações nos nervos periféricos, levando à perda de sensibilidade protetora e deformidades, como a garra dos dedos.
Justificativa para a alternativa correta (A): Pé diabético neuropático - Ressonância magnética
O paciente de 60 anos apresenta características típicas de neuropatia diabética, como a perda da sensibilidade protetora e deformidades em garra nos dedos. A úlcera plantar com sinais de infecção sugere a possibilidade de osteomielite, uma infecção óssea que pode ocorrer em casos de pé diabético. A ressonância magnética (RM) é o exame de imagem mais indicado para avaliar a presença de osteomielite, pois possui alta sensibilidade e especificidade para detectar alterações ósseas precoces e tecidos moles.
Análise das alternativas incorretas:
B - Pé diabético isquêmico – Angiotomografia: O pé diabético isquêmico se caracteriza por problemas circulatórios, frequentemente causados por aterosclerose. A angiotomografia é um exame que avalia a circulação, mas não é o principal exame para identificar osteomielite. Além disso, o enunciado destaca a neuropatia, não a isquemia.
C - Artrite reumatoide - Radiografia simples: Artrite reumatoide é uma doença autoimune que afeta articulações, mas não é compatível com as características descritas no enunciado, como a úlcera plantar e perda de sensibilidade. A radiografia simples é usada para avaliar alterações articulares, mas não é específica para osteomielite.
D - Gota – Ultrassonografia: A gota é uma condição inflamatória associada ao acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações. A ultrassonografia pode detectar tofos e alterações articulares, mas não é indicada para avaliação de úlceras ou suspeita de osteomielite em pé diabético.
E - Pé cavo - Cintilografia óssea: Pé cavo é uma deformidade estrutural do pé, não associada ao diabetes ou a infecções como a osteomielite. A cintilografia óssea pode ser usada para detectar alterações metabólicas no osso, mas não é a escolha principal para diagnóstico de osteomielite em pé diabético.
Para questões envolvendo pé diabético, é essencial reconhecer os sinais de neuropatia e isquemia e escolher o exame de imagem mais específico para a suspeita clínica. A prática clínica e diretrizes, como as da ADA (American Diabetes Association), orientam o uso da RM para avaliação de osteomielite em pé diabético.
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