Em relação a condutas de assistência de enfermagem prestada...
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: B
Tema central: A questão aborda a assistência de enfermagem em acidentes com animais peçonhentos, especialmente o manejo clínico e diagnóstico desses eventos, sendo fundamental compreender os protocolos atualizados sobre atendimentos, diagnósticos e condutas nestas ocorrências.
Resumo teórico: Acidentes por animais peçonhentos (como serpentes, escorpiões, aranhas) são considerados emergências médicas, exigindo avaliação clínica rápida e precisa. O diagnóstico é feito principalmente a partir da avaliação clínica dos sintomas e da história epidemiológica (como local do acidente, características do animal e tempo decorrido). Não existem exames laboratoriais de rotina para identificar o veneno circulante em hospitais, o que reforça a importância do diagnóstico clínico-epidemiológico. Fontes: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde; Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos (MS, 2017).
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque afirma que o diagnóstico em acidentes com serpentes venenosas (ofídicos) é eminentemente clínico-epidemiológico. Não se faz exame laboratorial para confirmar a presença de veneno, pois esses exames não fazem parte da rotina hospitalar e não são necessários para iniciar o tratamento, que deve ser feito o mais rápido possível com base no quadro clínico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada: A alternativa é confusa e não corresponde à conduta real. Em acidentes leves, a vacinação pode ser indicada (como tétano ou raiva, dependendo do animal), mas a decisão depende do risco e não apenas do fato de não haver alterações clínicas/laboratoriais. Além disso, a frase está mal estruturada.
C) Errada: Acidente escorpiônico moderado apresenta, além de dor e parestesia, sintomas sistêmicos leves como sudorese, vômitos, taquicardia. Dor e parestesia local são manifestações leves.
D) Errada: Gestação, amamentação e imunodeficiências não são contraindicações para profilaxia com soros ou vacinas após exposição a animais peçonhentos, segundo protocolos do Ministério da Saúde. Na verdade, são grupos que exigem ainda mais atenção.
Dicas de interpretação: Desconfie de alternativas generalistas ou que contrariem protocolos conhecidos do SUS. Atenção a termos como “sempre”, “nunca”, ou a dados desconexos e frases mal estruturadas, pois costumam indicar erro conceitual.
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Comentários
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A alternativa correta é:
B - O diagnóstico de envenenamento ofídico é eminentemente clínico-epidemiológico, não sendo empregado na rotina hospitalar exame laboratorial para confirmação do veneno circulante.
A - Incorreta.
A frase está mal formulada e confusa ("utiliza-se o administração..."), além disso, mesmo em acidentes leves, a conduta vai além da vacinação e depende do tipo de agente envolvido (inseto, animal peçonhento, etc.). A vacinação (como antitetânica e anti-rábica) é indicada em situações específicas, não apenas baseada na ausência de alterações clínicas ou laboratoriais.
B - Correta.
O diagnóstico de envenenamento por serpentes (ofídico) é realmente clínico-epidemiológico, baseado na história do acidente, características do animal (se possível identificar), sinais e sintomas apresentados. Não é comum ou prático usar exames laboratoriais para detectar o veneno, pois isso demandaria técnicas caras e demoradas.
C - Incorreta.
No acidente escorpiônico moderado, o paciente apresenta manifestações sistêmicas leves, como sudorese, náuseas, vômitos, taquicardia ou agitação — não apenas dor e parestesias locais, que são características de acidentes leves.
D - Incorreta.
Gestação, amamentação e imunodeficiências não são contraindicações para profilaxia pós-exposição. Pelo contrário, em casos de risco, a profilaxia (vacinas ou soroterapia) deve ser realizada com cautela, mas não é contraindicada, especialmente quando os benefícios superam os riscos.
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