Sobre a infecção pelo HIV em crianças, analise as afirmativa...
Sobre a infecção pelo HIV em crianças, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para averdeira e (F) para a falsa.
( ) A terapia antirretroviral deve ser iniciada para todos os pacientes vivendo com HIV, independentemente da Carga Viral ou contagem d CD4 e o esquema inicial recomendado atualmente é com 2 inibidores da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo (ITRN) e um inibidor de integrase (INI).
( ) Em caso de falha terapêutica, a baixa adesão é causa frequente e nem sempre requer troca de medicação. Quando necessária, a troca de esquema deve ser feita guiada por teste de genotipagem, sendo recomendado usar pelo menos 2 medicamentos plenamente ativos de classes diferente.
( ) A quimioprofilaxia para Pneumocistose e Micobacteriose atípica é indicada para pacientes com imunossupressão grave, ao passo que a quimioprofilaxia par meningite criptocócica só indicada em casos de doença prévia, denominada profilaxia secundária.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
Gabarito comentado
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Gabarito comentado: Alternativa C (V – V – V)
Tema central da questão: O foco está no manejo da infecção pelo HIV em crianças, principalmente indicando início do TARV, diagnóstico de falha terapêutica e uso de quimioprofilaxias para infecções oportunistas.
Análise das afirmativas:
1ª Afirmativa – VERDADEIRA: O início do TARV é recomendado para todas as crianças vivendo com HIV, independentemente da carga viral ou contagem de CD4. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para manejo da infecção pelo HIV em crianças (Ministério da Saúde, 2021):
“O início do tratamento antirretroviral (TARV) é recomendado para todas as crianças e adolescentes vivendo com HIV, independentemente da contagem de CD4 ou carga viral.”
O esquema inicial recomendado são dois ITRN (inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo) associados a um INI (inibidor de integrase), conferindo alta eficácia e menor perfil de toxicidade. Essas recomendações têm respaldo em evidências robustas e são prática padrão em todo o mundo.
2ª Afirmativa – VERDADEIRA: Baixa adesão é a principal causa de falha terapêutica em crianças. A conduta inicial é abordar o problema da adesão, não necessariamente trocar o esquema. Se a troca se mostrar necessária, deve ocorrer apenas após realização de genotipagem para avaliar mutações de resistência. Segundo os Protocolos nacionais, “o novo esquema deve conter ao menos dois medicamentos plenamente ativos de classes diferentes”.
3ª Afirmativa – VERDADEIRA: A profilaxia para Pneumocistose (P. jirovecii) e micobacterioses atípicas é indicada para crianças com imunossupressão grave (por exemplo, CD4 < 200 células/mm³ conforme idade). Já para meningite criptocócica, a profilaxia primária não é indicada, apenas profilaxia secundária quando já houve episódio clínico anterior, como destacado em diretrizes da OMS e PCDT brasileira.
Pontos de atenção para prova: Palavras como “todos”, “independentemente” e menção a protocolos nacionais costumam indicar aferro à evidência recente e obrigatória. Fique atento ao uso de “profilaxia primária” versus “secundária” e tenha cuidado com confusões entre abordagens de falha terapêutica e resistência viral — temas cobrados com frequência na área de infectologia pediátrica em concursos.
Resumo: As três assertivas estão respaldadas pelas diretrizes atuais nacionais e pela literatura internacional (UpToDate, Harrison’s, PCDT HIV).
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