A partir das ideias de John Maynard Keynes, há o entendimen...
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Alternativa correta: D - Quando os gastos privados não são suficientes para tirar a economia da recessão, os gastos públicos devem surgir como complementares.
Vamos entender o tema central da questão:
A questão aborda as ideias de John Maynard Keynes, um economista que revolucionou o entendimento sobre como as economias funcionam, especialmente em momentos de recessão. O ponto central das ideias keynesianas é o papel do governo na estabilização econômica através de políticas fiscais, ou seja, o uso de gastos públicos e tributação para influenciar a economia.
Teoria Keynesiana: Em tempos de recessão, onde os gastos privados (consumo e investimento) são insuficientes para manter a economia em um nível de pleno emprego, o governo deve intervir aumentando seus gastos. Essa intervenção ajuda a estimular a demanda agregada, promovendo o reequilíbrio econômico.
Agora, vamos justificar a alternativa correta (D):
A alternativa D está correta porque, segundo a teoria keynesiana, quando o setor privado não consegue estimular a economia, o governo deve agir de maneira complementar através de políticas fiscais expansionistas, aumentando seus gastos para compensar a falta de demanda privada.
Análise das alternativas incorretas:
A - "O princípio da demanda efetiva não é representativo na análise de Keynes." Isso está incorreto. O princípio da demanda efetiva é central na análise keynesiana, tratando do nível de demanda agregada que determina a produção e o emprego.
B - "Se o governo desejar crescimento econômico diante de insuficiência de demanda, a política fiscal contracionista deve ser utilizada." Incorreto, pois uma política fiscal contracionista envolve redução de gastos ou aumento de impostos, o que agravaria a insuficiência de demanda.
C - "Na insuficiência de demanda, a ampliação de recursos para investimentos públicos via função estabilizadora é condição suficiente para a retomada dos níveis de emprego." Embora importante, a ampliação de gastos públicos por si só não é sempre condição suficiente para a recuperação; a resposta econômica depende de outros fatores como confiança do setor privado e condições externas.
E - "Na interpretação keynesiana, os gastos públicos apresentam-se sempre mais importantes do que os investimentos privados." Não é que sejam mais importantes, mas em tempos de crise, os gastos públicos são necessários para compensar a falta de investimento privado.
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Gabarito D)
De acordo com Feijó (2007:462), “A ideia básica de Keynes é simples. A fim de manter o pleno emprego na economia, o governo deve gerar déficits orçamentários quando a economia entrar em recessão. A baixa atividade econômica de então deve-se ao fato de o setor privado não estar investindo o suficiente”. Acerca deste tema, o mesmo autor informa que Keynes formulou uma “teoria abrangente sobre oferta e demanda agregada que explica que se a demanda estiver abaixo da oferta, a produção deve diminuir para que ambas se equilibrem, o que acarreta a possibilidade de equilíbrio estável abaixo do pleno emprego. O esquema de demanda e oferta agregada de Keynes parecia não apenas explicar a recessão, como também mostrava as formas de se escapar dela” (Feijó, 2007:463). Desta forma, na fase contracionista do ciclo econômico, o Estado, por meio do Governo, deve complementar o investimento privado insuficiente, para elevar o nível de emprego e mantê-lo em patamar apropriado.
Para concluir este item introdutório, transcreverei um trecho de Galbraith (1.989:200) no qual é feita uma síntese objetiva dos principais pontos da teoria keynesiana:
“A economia moderna, afirmava Keynes, não encontra seu equilíbrio necessariamente no pleno emprego; ela pode encontrá-lo no desemprego – o equilíbrio do desemprego. A Lei de Say já não valia mais; poderia haver uma demanda insuficiente. O governo pode e deve tomar medidas para combater esta insuficiência. Numa depressão, os preceitos para se bem administrar as finanças públicas cedem lugar a esta necessidade.
O equilíbrio do desemprego, a negação da Lei de Say, o apelo para o governo empreender gastos sem ter as receitas necessárias para cobri-los a fim de manter o nível de demanda – estes itens constituíram a essência do sistema keynesiano (...). Numa hipérbole inofensiva, foi isso que passou a ser chamado de Revolução Keynesiana”.
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/17920/a-intervencao-do-estado-na-economia-por-meio-das-politicasfiscal-e-monetaria-uma-abordagem-keynesiana#ixzz3e4q8GU00
PIB = C + I + G + X - M
PIB = Y
PIB = Produto Interno Bruto
Y = Renda da população
C = Consumo das Famílias
I = Investimento
G = Gastos do Governo
X = Exportação
M = Importação
Analisando apenas a fórmula, sem levar em consideração a política monetária, é possível perceber que quanto maior for o gasto do governo maior será o PIB e a renda da população.
Na história é sabido que até 1929, com crack da Bolsa de Valores de Nova York as teorias clássicas falavam que bastava os produtores produzirem que se criaria a demanda. No entanto, tal regra mostrou-se falha, principalmente com a crise. A teoria neoclássica de Keynes defendia que o mercado estaria em equilíbrio quando a DA = OA (Demanda Agregada = Oferta agregada).
A solução para sair da crise nos EUA foi aumentar a Demanda Agregada e não a oferta como defendia as teorias clássicas. Assim, o governo dos EUA começou a realizar uma série de obras públicas em todo o país com o objetivo de tirar o país da recessão.
Fé em DEUS! Vamos chegar lá!
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