Sobre o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata loca...

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Q4196552 Medicina
Sobre o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata localizado de riscos baixo e intermediário, pode-se afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A alternativa E é a correta porque a base de decisão médica e a diretriz citada recomendam a limpeza retal com povidona-iodo antes da biópsia transretal de próstata, medida associada à redução de complicações infecciosas.

Tema central: Câncer prostático localizado
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Na doença de baixo risco, a linfadenectomia pélvica não é indicada rotineiramente porque a probabilidade de acometimento linfonodal é baixa. O erro da alternativa é transformar um procedimento reservado a cenários selecionados em indicação para baixo risco, expondo a morbidade sem justificativa oncológica esperada.
B
Errada
Errada. Vigilância ativa é padrão no baixo risco e pode ser considerada em pacientes muito selecionados com risco intermediário favorável, tipicamente ISUP 2 de baixo volume. Afirmar que em ISUP 3 ela está "bem indicada" contraria o critério atual de seleção, já que ISUP 3 representa forte razão para não enquadrar o paciente como candidato usual a vigilância ativa.
C
Errada
Errada. A decisão sobre linfadenectomia pélvica no risco intermediário depende de nomogramas e da diretriz adotada; a base destaca que a formulação categórica de que está "contraindicada" se o risco de linfonodos positivos for <15% é inadequada. O problema médico é duplo: usar um limiar não universal e confundir ausência de indicação rotineira com contraindicação formal.
D
Errada
Errada. Em doença localizada, o benefício do tratamento local curativo em geral exige expectativa de vida superior a 10 anos. Para pacientes assintomáticos com expectativa de vida menor que 10 anos, a diretriz favorece manejo conservador/watchful waiting, não indicação automática de prostatectomia radical. O erro é ignorar que expectativa de vida é critério decisivo na escolha terapêutica.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a preparação retal com iodopovidona antes da biópsia transretal reduz complicações infecciosas, conforme a EAU Guidelines on Urological Infections e a meta-análise citada na base.
Pegadinha da questão
A banca misturou verdades parciais com formulações absolutas: vigilância ativa no intermediário não significa ISUP 3 bem indicado, ausência de indicação rotineira de linfadenectomia não equivale a contraindicação, e risco intermediário não anula o critério de expectativa de vida.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de próstata localizado, confirme sempre se a alternativa respeita a estratificação de risco e a expectativa de vida antes de aceitar indicação de tratamento curativo.
  • Para vigilância ativa, procure o grau ISUP: baixo risco é o cenário clássico; ISUP 3 não entra como indicação bem estabelecida.
  • Quando a alternativa falar de linfadenectomia, diferencie "não indicada rotineiramente" de "contraindicada" e lembre que a decisão no risco intermediário depende de nomograma/diretriz.
  • Em biópsia transretal, antissepsia retal com iodopovidona tem base de diretriz para reduzir infecção, especialmente como adjuvante à profilaxia antimicrobiana.

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