Sobre o tratamento do câncer de testículo, podemos afirmar ...

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Q4196550 Medicina
Sobre o tratamento do câncer de testículo, podemos afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que, no seminoma clínico estágio IIA, a radioterapia em campos retroperitoneais/para-aórticos com inclusão ilíaca ipsilateral é uma opção terapêutica aceita em diretrizes; assim, a alternativa B descreve uma conduta compatível com esse estágio.

Tema central: Tratamento do câncer de testículo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no seminoma estágio IA pós-orquiectomia, a linfadenectomia retroperitoneal não é o tratamento de escolha rotineiro. O manejo padrão do seminoma clínico estágio I é vigilância ativa, com terapias adjuvantes em situações selecionadas. A alternativa confunde o papel cirúrgico mais lembrado nos não seminomatosos com o manejo do seminoma.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, no seminoma clínico estágio IIA, a diretriz da EAU 2026 admite radioterapia como tratamento padrão, ao lado da quimioterapia. A formulação da alternativa é compatível com a abordagem radioterápica clássica para doença linfonodal retroperitoneal limitada, com cobertura retroperitoneal e ilíaca ipsilateral.
C
Errada
Está errada porque o FDG-PET não é recomendado para reestadiamento rotineiro de tumores não seminomatosos. Pela EAU 2026, o papel clássico do PET-FDG é restrito principalmente ao seminoma com massa residual pós-quimioterapia, especialmente quando maior que 3 cm. Aplicar esse exame ao não seminoma como rotina de reestadiamento contraria a indicação validada.
D
Errada
Está errada porque tumor primário retroperitoneal não define, por si só, prognóstico ruim. Na classificação prognóstica IGCCCG, o sítio primário que caracteriza mau prognóstico é o mediastinal no não seminoma; já o primário testicular ou retroperitoneal pode se enquadrar em grupos bom ou intermediário conforme marcadores e presença de metástases viscerais extrapulmonares. A alternativa troca retroperitoneal por mediastinal.
E
Errada
Está errada porque faz uma proibição absoluta que a base não sustenta. A orquiectomia radical inguinal é o padrão no tumor germinativo testicular, mas a cirurgia poupadora de testículo pode ser considerada apenas em cenários muito selecionados, como tumores bilaterais síncronos ou testículo único, sob critérios específicos. Portanto, não se pode afirmar que a orquiectomia parcial nunca deve ser realizada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre seminoma e não seminoma e o uso indevido de afirmações absolutas: RPLND não é rotina no seminoma IA, PET-FDG não é para reestadiamento de não seminoma, e retroperitoneal não é o sítio primário que define prognóstico ruim.
Dica para questões semelhantes
  • Separe primeiro seminoma de não seminoma, porque tratamento e uso de exames mudam conforme o subtipo.
  • Em seminoma estágio IIA, lembre que radioterapia continua sendo opção aceita em diretriz; quimioterapia não exclui essa possibilidade.
  • FDG-PET não deve ser generalizado para todo tumor testicular: o papel clássico é no seminoma residual pós-quimioterapia, não no reestadiamento rotineiro do não seminoma.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como "nunca" ou "sempre" quando a diretriz admite exceções, como na orquiectomia parcial.

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