Paciente 27 anos, sexo masculino queixando-se de diminuição ...

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Q4196534 Medicina
Paciente 27 anos, sexo masculino queixando-se de diminuição da libido, indisposição geral, sonolência. Ereção com boa rigidez, mas de difícil manutenção. Durante investigação, observado hipogonadismo secundário.
Qual a conduta nesse caso?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado já definiu hipogonadismo secundário em homem jovem sintomático, o que aponta para causa central no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal; por isso, a conduta é investigar hiperprolactinemia e lesão hipofisária com dosagem de prolactina e imagem de hipófise, em vez de iniciar tratamento empírico.

Tema central: Hipogonadismo secundário masculino
Análise das alternativas
A
Errada
Espermograma avalia espermatogênese e fertilidade, mas o caso não é apresentado como investigação de infertilidade. Depois de reconhecer hipogonadismo secundário, a prioridade diagnóstica é investigar a origem central da deficiência gonadotrófica, não iniciar propedêutica seminal isolada.
B
Certa
A alternativa B está correta porque responde à etapa obrigatória diante de hipogonadismo secundário já identificado: esclarecer a causa central. Hiperprolactinemia é causa clássica e tratável de supressão de GnRH/LH/FSH, e lesões selares, como adenoma hipofisário, podem explicar o quadro. Por isso, dosar prolactina e avaliar a hipófise por imagem é a conduta etiológica adequada antes de iniciar reposição hormonal ou tratar apenas a queixa sexual.
C
Errada
Inibidor de fosfodiesterase trata disfunção erétil, mas o dado decisivo do caso não é disfunção erétil primária: é hipogonadismo secundário com queda de libido e sintomas sistêmicos. Além disso, o paciente tem boa rigidez; tratar empiricamente a ereção não investiga nem corrige a endocrinopatia central.
D
Errada
Reposição de testosterona pode melhorar sintomas, mas é inadequada como primeira conduta quando o hipogonadismo é secundário e a etiologia central ainda não foi esclarecida. Isso pode mascarar o diagnóstico, retardar a identificação de doença hipofisária e ainda suprimir mais o eixo gonadal e a espermatogênese.
E
Errada
HCG tem papel em contextos específicos de hipogonadismo hipogonadotrófico, especialmente quando há objetivo reprodutivo ou estratégia de estimulação testicular, mas não é a resposta inicial inespecífica. Antes, é preciso definir a causa hipotalâmico-hipofisária; sem isso, o tratamento fica deslocado do problema central.
Pegadinha da questão
A banca tenta desviar para tratamento sintomático da função sexual ou para reposição hormonal imediata, mas o enunciado já entrega o elemento decisivo: há hipogonadismo secundário, então a próxima etapa é investigação da hipófise e da prolactina.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão já disser que o hipogonadismo é secundário, pense primeiro em causa hipotalâmico-hipofisária, não em reposição imediata.
  • Em homem jovem com libido baixa e hipogonadismo secundário, hiperprolactinemia é causa clássica e tratável que precisa ser pesquisada.
  • Não deixe uma queixa de ereção desviar o raciocínio quando o enunciado já definiu uma endocrinopatia central.
  • HCG e testosterona podem ter papel terapêutico, mas depois da definição etiológica e do contexto, especialmente reprodutivo.

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