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Q3991433 Medicina
Considerando as práticas baseadas em evidências no pré-natal de baixo risco e a saúde reprodutiva, analise as afirmativas a seguir.

I.O rastreamento de estreptococo do grupo B por meio de swab vaginal e retal deve ser realizado entre a trigésima quinta e trigésima sétima semanas de gestação.
II.O uso do Dispositivo Intrauterino de Cobre é contraindicado para mulheres nulíparas devido ao risco aumentado de doença inflamatória pélvica e infertilidade futura.
III.A suplementação de ferro elementar deve ser iniciada rotineiramente para todas as gestantes a partir do diagnóstico da gravidez, independentemente dos níveis de hemoglobina.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que fecha a questão é o confronto das afirmativas com o protocolo de pré-natal de baixo risco e com a elegibilidade contraceptiva baseada em evidências: a III é falsa porque o Ministério da Saúde recomenda ferro profilático de rotina a partir da 20ª semana, não desde o diagnóstico da gestação; a II é falsa porque nuliparidade não contraindica DIU de cobre nem permite atribuir ao método infertilidade futura; assim, resta correta apenas a I, aceita na lógica de prova pela formulação clássica do rastreamento de GBS por swab vaginal e retal ao final da gestação.

Tema central: Pré-natal e DIU
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque somente a afirmativa I se sustenta no contexto cobrado. O rastreamento universal para estreptococo do grupo B é realizado no fim da gestação por coleta vaginal e retal, e a redação 35–37 semanas é a forma clássica aceita em prova. Já as outras duas afirmativas conflitam com bases oficiais decisivas: no pré-natal brasileiro de baixo risco, o ferro profilático de rotina é indicado a partir da 20ª semana, e o DIU de cobre não é contraindicado por nuliparidade nem causa infertilidade futura.
B
Errada
Incorreta porque depende de a afirmativa III ser verdadeira, e ela é falsa no protocolo brasileiro de pré-natal de baixo risco. A recomendação decisiva do Ministério da Saúde é ferro elementar profilático de rotina a partir da 20ª semana até o 3º mês pós-parto, não desde o diagnóstico da gravidez independentemente da hemoglobina. Além disso, a I é aceita como correta.
C
Errada
Incorreta porque inclui a afirmativa III, que antecipa indevidamente o início da suplementação profilática de ferro. A questão cobra o marco temporal do protocolo brasileiro: rotina a partir da 20ª semana. A I pode ser mantida como correta na formulação clássica de prova para rastreamento de GBS no final da gestação, mas isso não salva a alternativa porque a III permanece falsa.
D
Errada
Incorreta porque trata II e III como verdadeiras. A II é falsa por erro de elegibilidade contraceptiva: nuliparidade isolada não contraindica DIU de cobre, e o risco de DIP está relacionado sobretudo à presença de IST não tratada no momento da inserção, não ao fato de a mulher ser nulípara; além disso, o método não causa infertilidade futura. A III também é falsa porque confunde suplementação profilática de rotina com início desde o diagnóstico da gravidez, em desacordo com o protocolo brasileiro.
E
Errada
Incorreta porque a afirmativa II é falsa. O enunciado usa um conceito histórico ultrapassado ao dizer que o DIU de cobre é contraindicado em nulíparas por risco aumentado de DIP e infertilidade futura. A base informa que nuliparidade não é contraindicação, que a infecção pélvica é um risco raro e de curto prazo sobretudo quando há IST não tratada na inserção, e que o DIU não causa infertilidade.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões clássicas: tratar nuliparidade como contraindicação ao DIU de cobre e trocar o início do ferro profilático do protocolo brasileiro da 20ª semana para o momento do diagnóstico da gravidez. A afirmativa I ainda gera dúvida porque algumas referências recentes ajustaram a janela do GBS, mas a questão adotou a formulação clássica aceita em prova.
Dica para questões semelhantes
  • Em pré-natal de baixo risco, diferencie recomendação profilática de tratamento: para ferro, a base decisiva aqui é o protocolo brasileiro com início rotineiro na 20ª semana.
  • Em contracepção, nuliparidade isolada não exclui DIU de cobre; elimine alternativas que atribuem ao método infertilidade futura sem base.
  • Quando a questão trouxer GBS, pense em rastreamento universal no fim da gestação por swab vaginal e retal e verifique qual janela temporal a banca está adotando.

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