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A abordagem sindrômica de queixas gastrointestinais e sistê...

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Q3991427 Medicina
A abordagem sindrômica de queixas gastrointestinais e sistêmicas requer o reconhecimento de sinais de alarme. Sobre estas condições, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que regurgitação em lactente pode ser fisiológica e, sem sinais de alarme, não exige investigação nem tratamento de rotina.

Tema central: Sinais de alarme gastrointestinais
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por indicar colonoscopia obrigatória para dispepsia funcional em paciente jovem sem sinais de alarme. O erro é de conduta diagnóstica: sintomas dispépticos são do trato digestivo alto, e colonoscopia é exame do cólon, não o método inicial para esse quadro. Além disso, a formulação 'obrigatoriamente' é incompatível com a abordagem clínica de dispepsia sem red flags.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve exatamente o cenário de refluxo gastroesofágico fisiológico no lactente. Regurgitação nessa faixa etária é frequentemente benigna, e, na ausência de falha de crescimento, sintomas respiratórios ou outros sinais de gravidade, a conduta é expectante. Nesse contexto, investigar rotineiramente ou iniciar supressão ácida contraria o critério clínico de que não há doença do refluxo estabelecida, mas sim um fenômeno fisiológico.
C
Errada
Está errada em dois pontos médicos objetivos. Primeiro, diarreia crônica não é definida por duração superior a 7 dias; a definição usual é duração superior a 4 semanas. Segundo, a etiologia atribuída a toxinas produzidas por fungos anemófilos domésticos não corresponde a causa clínica usual sustentada na prática. Portanto, a alternativa falha tanto na definição temporal quanto na causalidade.
D
Errada
Está errada porque estabelece um critério falso para perda de peso clinicamente significativa. Não é necessário perder mais de 20% do peso corporal em 2 semanas para que a perda involuntária tenha relevância clínica; perdas bem menores, em intervalo mais prolongado, já constituem sinal de alarme. Aceitar esse limiar atrasaria o reconhecimento de um achado importante.
E
Errada
Está errada por atribuir especificidade indevida à fadiga crônica. Fadiga é sintoma inespecífico e pode ocorrer em múltiplas condições frequentes, incluindo anemia ferropriva e distúrbios tireoidianos. Portanto, não é marcador específico de insuficiência renal estágio 5, nem é rara nos diagnósticos citados na alternativa.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de medicalizar sintomas comuns e de aceitar afirmações absolutas: no lactente, a regurgitação fisiológica sem sinais de alarme não deve ser confundida com doença do refluxo.
Dica para questões semelhantes
  • Em lactente com regurgitação, procure primeiro sinais de alarme: ganho ponderal inadequado, sintomas respiratórios ou complicações mudam a interpretação.
  • Desconfie de alternativas com conduta invasiva obrigatória sem red flags, especialmente quando o exame nem corresponde ao segmento anatômico do sintoma.
  • Cheque definições clínicas básicas: diarreia crônica e perda ponderal significativa costumam ser pontos de confusão deliberada.
  • Sintomas como fadiga raramente são específicos; elimine alternativas que transformam sintoma inespecífico em marcador exclusivo de uma doença.

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