A diarreia crônica por colecistectomia é tratada com  

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Q3126587 Medicina
A diarreia crônica por colecistectomia é tratada com  
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Tema central: A questão aborda diarreia crônica após colecistectomia (retirada da vesícula biliar), trazendo o desafio de identificar o tratamento farmacológico correto com base na fisiopatologia envolvida.

Fisiopatologia resumida: Após a colecistectomia, há liberação contínua de bile no intestino, o que pode superar a capacidade de reabsorção dos ácidos biliares no íleo terminal. O excesso chega ao cólon, promovendo efeito laxativo e ocasionando diarreia.

Justificativa da alternativa correta:

Colestiramina (alternativa D) é a droga de escolha porque é uma resina sequestrante que se liga aos ácidos biliares no lúmen intestinal, formando complexos insolúveis que são eliminados nas fezes. Com isso, reduz a ação irritante dos ácidos biliares sobre o cólon, controlando a diarreia associada ao seu excesso.

Segundo o Parecer Técnico NATJUS/TJDFT: "O tratamento nesses casos consiste na utilização de resinas de ligação de ácidos biliares, como colestiramina, e geralmente a resposta é favorável."

Por que as alternativas incorretas estão erradas?

  • A) Metronidazol: Antibiótico/antiprotozoário, usado para infecções bacterianas ou parasitárias. Não tem ação sobre ácidos biliares.
  • B) Pancreatina: Enzimas pancreáticas para insuficiência exócrina do pâncreas. Não atua sobre diarreia causada por sais biliares.
  • C) Octreotride: Inibe secreção gastrointestinal, podendo reduzir diarreias secretórias, mas não age especificamente sobre ácidos biliares. É reservado para situações especiais.
  • E) Nitazoxanida: É um antiparasitário, utilizado em infecções como giardíase. Não trata diarreia por bile.

Dicas de prova: Fique atento a palavras-chave como "ácidos biliares" ou "pós-colecistectomia". Pegadinha comum: sugerir fármacos indicados para outras causas de diarreia, mas não para a diarreia colerética.

Referência clínica: Revisando em obras como Harrison's Principles of Internal Medicine e UpToDate, ressalta-se a colestiramina como primeira linha nesse contexto.

Resumo final: Para a diarreia crônica pós-colecistectomia, colestiramina é a escolha correta! Ela intervém diretamente na fisiopatologia, ao contrário dos demais fármacos.

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