Na hepatite alcoólica aguda, os níveis plasmáticos das amin...

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Q3126576 Medicina
Na hepatite alcoólica aguda, os níveis plasmáticos das aminotransferases não costumam ultrapassar 300 UI/L. Esse fato está relacionado à baixa ingesta de  
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Tema central: A questão aborda a fisiopatologia da hepatite alcoólica aguda e a relação entre a atividade das aminotransferases hepáticas e a ingestão de nutrientes essenciais. É um tema clássico em provas, especialmente pela frequência com que a hepatite alcoólica se apresenta associada a distúrbios metabólicos e carenciais.

Justificativa da alternativa correta (C – fosfato de piridoxal):

O fosfato de piridoxal é a forma ativa da vitamina B6 e atua como cofator essencial das aminotransferases (ALT e AST). A deficiência desse nutriente, comum em alcoólatras por má absorção e metabolismo prejudicado, reduz a atividade destas enzimas, limitando seus níveis plasmáticos a cerca de 300 UI/L mesmo em lesão hepática grave. Portanto, ainda que o fígado esteja lesado, a ausência do cofator limita a liberação ou a atividade das aminotransferases. Segundo Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed., Cap. 427): “A deficiência de fosfato de piridoxal reduz os níveis séricos de aminotransferases em pacientes com doença hepática alcoólica”. Isso explica o padrão laboratorial observado na questão.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Carnitina: Relaciona-se ao metabolismo de ácidos graxos e transporte mitocondrial, não à função das aminotransferases.
  • B) Cianocobalamina: Vitamina B12, essencial para hematopoiese, sem participação nas aminotransferases.
  • D) Glutamina: Aminoácido fundamental para enterócitos e função imunológica, mas não interfere na atividade das aminotransferases.
  • E) Tiamina: Vitamina B1, cuja deficiência causa encefalopatia de Wernicke, não está associada à limitação dos níveis de aminotransferases.

Estratégia de prova: A alternativa C destaca um substrato enzimático específico e fundamental. Nas perguntas de fisiopatologia, busque sempre o cofator que atua diretamente na enzima citada no enunciado — e desconfie de respostas que referem funções metabólicas não relacionadas com a pergunta.

Resumo normativo: Embora não haja diretriz específica do Ministério da Saúde para essa relação, a literatura e livros-texto de referência (como Harrison e UpToDate) reforçam esse mecanismo. Portanto, a questão está bem embasada pelo conhecimento científico atual.

Conclusão: A alternativa C (fosfato de piridoxal) é correta e a compreensão desse mecanismo é fundamental para casos clínicos e provas de residência em Gastroenterologia.

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