Um doente de 25 anos de idade, com diagnóstico de dispe...

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Q3126573 Medicina
    Um doente de 25 anos de idade, com diagnóstico de dispepsia, sem nenhum sinal de alarme, compareceu ao hospital. A pesquisa do antígeno de Helicobacter pylori nas fezes foi positiva.

Com base nessa situação hipotética, a conduta adequada deve ser 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na dispepsia sem sinais de alarme, o antígeno fecal positivo para H. pylori já comprova infecção ativa; nesse cenário, a conduta indicada é tratamento erradicador, sem necessidade de exame confirmatório adicional ou endoscopia inicial.

Tema central: Dispepsia e H. pylori
Análise das alternativas
A
Errada
A sorologia não é a melhor escolha aqui porque não confirma bem infecção ativa quando já existe antígeno fecal positivo. Nesse contexto, ela não acrescenta decisão clínica.
B
Errada
O teste respiratório com ureia marcada também detecta infecção ativa, mas seria redundante como próximo passo, pois o teste fecal já estabeleceu evidência suficiente para tratar.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque o quadro reúne os elementos que sustentam a estratégia de testar e tratar: paciente jovem, dispepsia sem sinais de alarme e teste não invasivo positivo para H. pylori. Como o antígeno fecal detecta infecção ativa, não há razão para pedir outro exame antes da conduta nem para indicar endoscopia de início.
D
Errada
A endoscopia com biópsia gástrica e duodenal e anatomopatológico não é conduta inicial em jovem sem sinais de alarme e com teste não invasivo já positivo. Além disso, a biópsia duodenal não é rotina nesse cenário.
E
Errada
A EDA com biópsias gástrica e duodenal e teste de urease também é desnecessária como primeira conduta na ausência de sinais de alarme. O teste de urease não precisa substituir um antígeno fecal já positivo, e a investigação invasiva extrapola o necessário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre um teste não invasivo já suficiente para conduzir e a falsa necessidade de confirmação adicional ou endoscopia por haver H. pylori identificado.
Dica para questões semelhantes
  • Em dispepsia sem sinais de alarme, teste não invasivo positivo para H. pylori aponta para tratamento, não para repetir a investigação antes.
  • Antígeno fecal e teste respiratório indicam infecção ativa; sorologia não tem a mesma utilidade para esse objetivo.
  • Endoscopia inicial deve ser afastada quando o caso é de paciente jovem, sem sinais de alarme e com diagnóstico não invasivo já definido.

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⚕️QUESTÃO SOBRE DIAGNÓSTICO E CONDUTA NA DISPEPSIA COM H. PYLORI

✅ALTERNATIVA CORRETA: C - tratar.

✏️JUSTIFICATIVA.

No cenário clínico apresentado, um paciente de 25 anos com diagnóstico de dispepsia, sem sinais de alarme (como perda de peso, sangramentos ou dificuldade para engolir), e com pesquisa positiva para o antígeno de Helicobacter pylori nas fezes, a conduta adequada é tratar o paciente. A presença do H. pylori é um fator causal importante para gastrite e úlceras pépticas, especialmente em indivíduos com sintomas de dispepsia. A presença do antígeno nas fezes é um método diagnóstico adequado e suficiente para iniciar o tratamento, sem a necessidade de exames adicionais, como endoscopia ou testes respiratórios.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

❌ [A]: Solicitar sorologia. A sorologia pode ser utilizada para diagnóstico de infecção por H. pylori, mas não é indicada para confirmar a infecção ativa, especialmente quando outros testes, como a pesquisa de antígeno fecal, já foram positivos.

❌ [B]: Solicitar teste respiratório com ureia marcada. Embora o teste respiratório com ureia marcada seja uma excelente ferramenta diagnóstica para H. pylori, ele não é necessário quando já se obteve um resultado positivo em exame fecal.

❌ [D]: Indicar endoscopia digestiva com biópsia gástrica e duodenal com estudo anátomo patológico. A endoscopia com biópsia não é indicada em pacientes sem sinais de alarme ou complicações. O diagnóstico pode ser feito sem a necessidade de procedimentos invasivos.

❌ [E]: Indicar endoscopia digestiva alta com biópsia gástrica e duodenal e teste de urease. Endoscopia com biópsia e teste de urease também não são necessários neste caso, visto que o diagnóstico foi confirmado por um teste não invasivo.

⏳RESUMO:

Quando um teste fecal positivo para H. pylori é identificado em um paciente com dispepsia sem sinais de alarme, o tratamento é a conduta mais adequada, evitando a necessidade de exames invasivos ou testes respiratórios adicionais.

‼️PONTOS CHAVE

◊ O diagnóstico de infecção por Helicobacter pylori pode ser feito com teste fecal, sem a necessidade de exames invasivos.

◊ A conduta para pacientes com dispepsia e infecção confirmada por H. pylori é iniciar o tratamento, não necessitando de exames adicionais.

◊ Testes como sorologia, teste respiratório com ureia marcada e endoscopia não são indicados em casos sem sinais de alarme.

◊ A indicação de endoscopia só deve ser considerada se houver sinais de alarme, complicações ou falha no tratamento.

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