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Q3126568 Medicina
Em doentes, portadores de AIDS, sendo diagnosticada candidíase esofágica, o fármaco que deve ser escolhido para o início do tratamento deve ser o(a) 
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Tema central: O foco desta questão é o tratamento da candidíase esofágica em pacientes com AIDS, uma infecção oportunista comum em indivíduos imunossuprimidos, e exige conhecimento sobre diretrizes terapêuticas atualizadas e particularidades farmacológicas dos antifúngicos.

Justificativa da alternativa correta (D - fluconazol):

O fluconazol é considerado a primeira escolha para tratamento de candidíase esofágica em pacientes vivendo com HIV/AIDS por ser um antifúngico sistêmico altamente eficaz, com excelente absorção oral, fácil posologia e alto perfil de segurança.

Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (p. 35):
“O tratamento de escolha para candidíase esofágica é fluconazol 200 a 400 mg/dia […] VO, ou 400 mg/dia […] IV nos casos de disfagia importante.”

O tempo habitual de tratamento é de 7 a 14 dias, com excelente resposta clínica na imensa maioria dos casos (referências: Harrison's Principles of Internal Medicine, 21ª ed.; UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A) Nistatina: Apesar de eficaz para candidíase oral, a nistatina não é absorvida sistemicamente; logo, não trata infecções esofágicas ou profundas, sendo inadequada na situação. Muitas questões trazem essa alternativa para confundir pelo uso oral.

B) Ganciclovir: Trata-se de um antiviral, utilizado na infecção por citomegalovírus (CMV). Não tem ação antifúngica e não tem papel no manejo da candidíase. Atenção: pacientes com AIDS e odinofagia também podem ter esofagite por CMV, mas o agente e o esquema mudam completamente.

C) Voriconazol: Efetivo contra Candida, mas é reservado para casos refratários ou graves, pelo custo, via de administração e possibilidade de efeitos adversos significativos. Não é a primeira escolha.

E) Cetoconazol: Embora seja antifúngico, não é mais recomendado para uso sistêmico em candidíase esofágica devido ao alto risco de toxicidade hepática e interações medicamentosas. Utilizado apenas em situações muito restritas.

Dica de prova: Sempre que a questão mencionar “candidíase esofágica” em paciente imunocomprometido, pense em antifúngico sistêmico – e, na ausência de contraindicação, fluconazol é padrão ouro. Cuidado com “pegadinhas” que trocam nistatina e fluconazol, aproveitando a semelhança do nome e uso via oral.

Conclusão: Seguir o recomendado pelos protocolos nacionais e literatura de referência é essencial. Fluconazol, com nível de evidência consolidado, é a melhor escolha inicial.

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