No verso “Não destrói com tua vida.”, segundo a Gramática N...

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Q2469897 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

INTERVENÇÃO HUMANA

O homem como ser animal,
De todos é o mais perigoso,
Pelo seu diferencial.
É dotado de inteligência,
Tem o domínio da ciência,
É um ser sensacional,
Homem de grande sapiência.
Domina a fala e a escrita,
Constrói a morada onde habita,
Defensor da ética e da moral,
Faz o bem e faz o mal.
Mas destrói a natureza sem pena,
E nessa intervenção humana,
Contribui para um desastre total.
Não destrói com tua vida.
Pensas que és imortal?

KAMBEBA, Márcia Wayna. O lugar do Saber. São Leopoldo: Casa Leiria, 2020. p. 38.
No verso “Não destrói com tua vida.”, segundo a Gramática Normativa, o emprego da preposição “com” se deve à transferência da regência de um outro verbo cujo sentido aproxima-se do expresso por “destruir”. Esse verbo é 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito comentado – Regência Verbal e Interpretação

Tema central: A questão trata da regência verbal em correlação ao sentido e à norma-padrão, destacando o emprego da preposição “com” no verso “Não destrói com tua vida.”. O objetivo é identificar o verbo cuja regência (ou seja, a exigência da preposição “com” para o complemento) foi transferida ao verbo “destruir”.

Regra gramatical:
Como definido em gramáticas de referência (Bechara, Cunha & Cintra), “destruir” é um verbo transitivo direto, que não exige preposição: “Ele destruiu o documento.” Já o verbo “acabar”, ao ter sentido de “destruir/anular/cessar”, pode ser associado à preposição: “acabar com algo” (Exemplo: “A tempestade acabou com a plantação.”). O fenômeno na frase do texto é chamado transferência de regência, ou seja, uso indevido da estrutura de complemento de um verbo em outro de mesma semântica.

Análise das alternativas:

D) acabar (Correta) — Só “acabar” admite, de modo normativo, a preposição “com” para indicar destruição. Assim, no texto, “destruir com tua vida” é uma estrutura baseada no uso válido “acabar com tua vida”.

Alternativas incorretas:

A) desfazer — “Desfazer” é transitivo direto: “Desfez o nó.” Não se usa “desfazer com”.
B) prejudicar — “Prejudicar” também é transitivo direto: “Prejudicou o colega.” Não admite “prejudicar com” no sentido pretendido.
C) matar — Exige complemento sem preposição: “Matou o personagem.” Não ocorre regência “matar com”, salvo casos instrumentais (“matar com uma faca”), mas não no sentido de destruir.

Estratégia para provas: Atenção à regência dos verbos e à possibilidade de transferência pela semelhança de sentido. Verifique sempre se o verbo exigiria preposição do ponto de vista da norma-padrão, considerando frases-modelo de gramáticas, como recomendam Bechara e Cunha & Cintra.

Resumo: O emprego da preposição “com” deve-se à transferência da regência do verbo “acabar”, e não é gramaticalmente correto com “destruir”, conforme a norma culta.

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Quem acaba, acaba com...?

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