Com certa frequência, o vírus da hepatite B adquire mutaçõe...

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Ano: 2019 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: IFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2019 - IFAL - Médico |
Q1051995 Medicina

Com certa frequência, o vírus da hepatite B adquire mutações durante o seu processo replicativo. Uma das mais importantes e conhecidas é a que ocorre na região pré-core do DNA.

Assinale o perfil laboratorial sugestivo desta mutação.

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Tema central: A questão aborda a mutação pré-core do vírus da hepatite B (HBV), um ponto fundamental na prática e nos concursos na área médica. Compreender esse conceito é essencial para diferenciar perfis laboratoriais e evolução clínica dos pacientes com hepatite B crônica.

Justificativa da alternativa correta (E):

A mutação na região pré-core impede a produção do antígeno "e" da hepatite B (HBeAg). Apesar disso, o vírus continua se multiplicando, pois o restante do material genético do HBV está intacto. Assim, o paciente apresenta:

  • HBeAg negativo: não há produção devido à mutação.
  • HBsAg positivo: vírus presente e ativa replicação.
  • Transaminases elevadas: refletindo inflamação hepática devido à atividade viral.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hepatite B do Ministério da Saúde, "na presença da mutação pré-core, observa-se HBeAg negativo e persistência ou elevação das transaminases devido à atividade inflamatória hepática" (PCDT de Hepatite B, seção de manejo laboratorial).

Esse perfil é, portanto, característico da variante HBeAg-negativa, frequentemente associada a quadros mais agressivos, evolução crônica e necessidade de monitorização específica (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.).

Análise das alternativas incorretas:

  • (A) HBeAg positivo, HBsAg negativo: Impossível, pois a presença de HBeAg pressupõe HBV ativo, e HBsAg sempre é positivo em infecção ativa.
  • (B) HBeAg negativo, HBsAg negativo: Indica cura ou ausência de infecção, não mutação pré-core.
  • (C) HBeAg positivo, HBsAg positivo, transaminases elevadas: Perfil de infecção ativa "selvagem" (sem mutação), não mutação pré-core.
  • (D) HBeAg positivo, HBsAg positivo, transaminases normais: Indica replicação sem lesão hepática, incompatível com mutação pré-core, que cursa com HBeAg negativo.

Dicas de prova: Fique atento a pegadinhas: HBeAg negativo NÃO significa sempre inatividade viral! No cenário da mutação pré-core, a replicação continua e a lesão hepática persiste. Relacione atividade viral ao perfil laboratorial, não apenas à presença do HBeAg.

Resumo: A mutação pré-core se traduz clinicamente e laboratorialmente por HBeAg negativo, HBsAg positivo e transaminases elevadas (alternativa E), como exigido em concursos públicos e comprovado em diretrizes e literatura médica de referência.

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A mutação na região pré-core do DNA do vírus da hepatite B pode levar a uma diminuição ou ausência da produção de HBeAg, o que leva à sua ausência no sangue. Além disso, a presença de HBsAg indica a infecção pelo vírus da hepatite B. Portanto, a alternativa correta é a E, que indica HBeAg negativo, HBsAg positivo e transaminases elevadas, já que a pessoa está infectada pelo vírus, mas não está produzindo HBeAg devido à mutação e as transaminases estão elevadas indicando lesão hepática. As outras alternativas não condizem com as alterações laboratoriais esperadas nesse caso.

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