Sobre a vigilância e controle de fatores de risco biológico...
I. A vigilância ambiental dos fatores de risco biológicos está dividida em três áreas de agregação: vetores, hospedeiros e reservatórios, e animais peçonhentos.
II. O controle de vetores como o Aedes aegypti prioriza estratégias químicas, enquanto as abordagens biológicas e físicas são utilizadas de forma complementar, dependendo da região e da sazonalidade.
III. A vigilância de hospedeiros e reservatórios abrange tanto animais domésticos como cães e gatos, enquanto animais selvagens como morcegos e roedores.
IV. A vigilância de animais peçonhentos abrange diversas espécies, mas as estratégias de controle são mais rigorosas para serpentes, devido à sua maior letalidade em comparação com escorpiões e aranhas.
V. A integração entre a vigilância ambiental e a vigilância epidemiológica é implementada com maior rigor em áreas endêmicas, mas sua aplicação pode ser flexibilizada em regiões de menor incidência de doenças transmitidas por vetores.
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Alternativa Correta: A - Apenas as afirmações I e III estão corretas.
Tema Central da Questão: A questão aborda o tema da vigilância e controle de fatores de risco biológicos, essencial para a saúde pública e ambiental. Como biólogo, é fundamental entender o papel das diferentes estratégias de vigilância para controlar agentes biológicos que podem afetar populações humanas e ecossistemas.
Resumo Teórico: A vigilância ambiental é um componente crucial na proteção contra riscos biológicos, dividindo-se em diversas áreas focadas em vetores, hospedeiros, reservatórios e animais peçonhentos. A integração entre vigilância ambiental e epidemiológica é vital, principalmente em regiões endêmicas. Essa vigilância é regulada por normas e diretrizes de saúde pública, como as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Justificativa para a Alternativa Correta:
I. A vigilância ambiental dos fatores de risco biológicos está dividida em três áreas de agregação: vetores, hospedeiros e reservatórios, e animais peçonhentos.
Esta afirmação é correta. A divisão em áreas específicas permite um monitoramento mais eficaz e direcionado, garantindo que os riscos biológicos sejam adequadamente controlados.
III. A vigilância de hospedeiros e reservatórios abrange tanto animais domésticos como cães e gatos, quanto animais selvagens como morcegos e roedores.
Esta afirmação está correta. Hospedeiros e reservatórios incluem uma variedade de animais que podem transmitir agentes infecciosos.
Análise das Alternativas Incorretas:
II. O controle de vetores como o Aedes aegypti prioriza estratégias químicas, enquanto as abordagens biológicas e físicas são utilizadas de forma complementar.
Essa afirmação é incorreta porque atualmente há um enfoque crescente no uso de estratégias integradas, incluindo métodos biológicos e físicos, para reduzir a resistência aos produtos químicos.
IV. A vigilância de animais peçonhentos tem controle mais rigoroso para serpentes devido à sua maior letalidade.
Essa afirmação é incorreta. Embora serpentes sejam perigosas, estratégias de controle são igualmente importantes para escorpiões e aranhas, que também podem ter alto potencial de letalidade.
V. A integração entre a vigilância ambiental e a vigilância epidemiológica é implementada com maior rigor em áreas endêmicas, mas pode ser flexibilizada em regiões de menor incidência.
Essa afirmação é incorreta. A vigilância deve ser consistente para garantir que áreas de menor incidência não se tornem focos de propagação de doenças.
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Comentários
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Gabarito letra A
GABARITO "A" = Apenas as afirmações I e III estão corretas.
I. Correta – A vigilância ambiental realmente se organiza em vetores, hospedeiros/reservatórios e animais peçonhentos.
II. Falsa – Embora o controle do Aedes aegypti envolva métodos químicos, biológicos e físicos, a afirmação diz que o controle químico é prioritário, e que os outros métodos são complementares dependendo da região e sazonalidade. O gabarito oficial considera essa generalização incorreta, porque a prioridade pode variar e a afirmação simplifica demais a prática oficial de controle integrado.
III. Correta – A vigilância de hospedeiros e reservatórios realmente inclui animais domésticos e selvagens, como cães, gatos, morcegos e roedores.
IV. Falsa – A afirmação de que as estratégias de controle de animais peçonhentos são mais rigorosas para serpentes não é necessariamente um princípio geral da vigilância, pois o rigor depende de critérios específicos de risco e não apenas da letalidade comparativa.
V. Falsa – A integração entre vigilância ambiental e epidemiológica não é flexibilizada automaticamente em regiões de menor incidência, então a generalização da afirmativa está incorreta.
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