Considerando a adequação da linguagem e os elementos de refe...

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Q2635243 Português

Texto 1


Leia o texto e responda as questões 1, 2 e 3:


Bença ( Juliette)


Quem perguntar por mim

Diga que tô por aí

Quem perguntar por mim

Diga que tô por aqui


Agora, se foi fácil, foi não

Rapadura é doce, mas não é mole, não

Na estrada a gente pena, a gente sofre

Mas a gente ama

Não me arrependo de nada, não

Porque foi tudo de coração

Na vida a gente colhe o que planta


Quem perguntar por mim

Diga que tô por aí

Quem perguntar por mim

Diga que tô por aqui


Mas é que eu venho lá do sertão

O coco é seco demais, irmão

E o preconceito еu só engulo com farinha

Não tenho medo dе escuridão

Eu sou fogueira de São João

Trago no peito a oração de mainha


Bença?


Agora, se foi fácil, foi não

Rapadura é doce, mas não é mole, não

E o preconceito eu só engulo com farinha

Não tenho medo de escuridão

Eu sou fogueira de São João

Trago no peito a oração de mainha


Quem perguntar por mim

Diga que tô por aí

Quem perguntar por mim

Diga que tô por aqui


Composição: Dann Costara / Juzé

Considerando a adequação da linguagem e os elementos de referenciação presentes no texto 1.


Sobre a frase “o preconceito еu só engulo com farinha” é verdadeiro dizer que:

Alternativas

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Comentário – Questão de Interpretação de Texto, Linguagem Coloquial e Crítica Social

Tema central: A questão aborda a interpretação de texto, focando em linguagem coloquial, expressões idiomáticas regionais e crítica social dentro de um texto musical.

O candidato deve perceber que a expressão “o preconceito eu só engulo com farinha” é uma metáfora regional, típica do Nordeste, comum na linguagem coloquial. Segundo a "Nova Gramática do Português Contemporâneo" (Cunha & Cintra), a linguagem coloquial é marcada por informalidade, oralidade e regionalismos.

Nesse contexto, a expressão não é literal, mas metafórica: engolir com farinha sugere algo difícil de aceitar ou suportar, mostrando a resistência da personagem diante do preconceito, tema central do texto.

Justificativa da alternativa C (correta):

Na canção, o uso da linguagem coloquial serve como ferramenta crítica: o preconceito – especialmente o regional, o “olhar torto” contra quem vem do sertão – é destacado e contestado. O compositor, ao aplicar a expressão idiomática e fazer referência à oralidade regional, apresenta uma denúncia social crítica à xenofobia sofrida por nordestinos. O texto evidencia, nas entrelinhas, o enfrentamento a essas dificuldades (“rapadura é doce, mas não é mole, não”) por meio da própria identidade cultural.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A linguagem coloquial não exige perfeição gramatical; pelo contrário, valoriza a espontaneidade e o regionalismo (Cunha & Cintra).

B) Incorreta. O uso de gírias e coloquialismos não suaviza o preconceito, mas realça a dificuldade de aceitá-lo, conforme a ótica do texto.

D) Incorreta. A linguagem coloquial é amplamente utilizada na oralidade pelos falantes de uma região, sendo característica marcante de sua identidade.

E) Incorreta. Apesar de o sentido literal envolver facilitar a ingestão, aqui a expressão é aplicada metaforicamente, significando a dificuldade/resistência em suportar o preconceito.

Estratégia para provas:

Fique atento a expressões regionais e ao contexto! Se a ideia for de enfrentamento ou dificuldade, o sentido figurado provavelmente se sobressai ao literal.

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"Prepare o seu coração

Pras coisas que eu vou contar

Eu venho lá do sertão

Eu venho lá do sertão..."

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