A respeito do diagnóstico diferencial das conjuntivites neo...

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Q3332015 Medicina
A respeito do diagnóstico diferencial das conjuntivites neonatal, considere as seguintes afirmações e marque a opção correta:
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Tema central: diagnóstico diferencial das conjuntivites neonatais. A chave para acertar é correlacionar tempo de início, tipo de secreção e sinais associados (vesículas, pseudomembranas, gravidade corneana).

Alternativa correta: B — Conjuntivite por Chlamydia trachomatis surge tipicamente entre o 5º–14º dia, com secreção mucopurulenta, hiperemia, edema palpebral e pode formar pseudomembranas. Confirma-se por NAAT/PCR em swab conjuntival (ou Giemsa com inclusões intracitoplasmáticas). Tratamento de escolha: macrolídeo sistêmico (eritromicina 50 mg/kg/dia por 14 dias ou azitromicina 20 mg/kg/dia por 3 dias), pois terapia tópica isolada é insuficiente e há risco de pneumonia afebril nas semanas seguintes. Referências: UpToDate; CDC STI Guidelines; SBP.

Por que as outras estão incorretas?

A) Gonocócica (N. gonorrhoeae) aparece em 2–5 dias, com secreção copiosa purulenta, hiperemia intensa, edema e risco de ulceração corneana — não é “aquosa” nem apenas leve. Confirmação por Gram/cultura em Thayer–Martin; tratar com ceftriaxona IM/IV e irrigação. Diretrizes: CDC, OMS.

C) Química por nitrato de prata (profilaxia de Credé) inicia em 6–24 h de vida, com hiperemia e secreção aquosa leve, autolimitada em 24–72 h. Não surge “após 2 semanas” nem com secreção purulenta intensa. Hoje muitos serviços usam eritromicina tópica, reduzindo esse evento. Diretrizes: SBP, OMS.

D) Herpética (HSV) cursa com vesículas palpebrais e queratoconjuntivite, mas o início é mais comum em 1–2 semanas (não nas primeiras 24 h). Exige aciclovir IV e PCR para HSV, com avaliação de doença disseminada. Referência: AAP/Red Book, UpToDate.

E) Bacterianas não específicas (ex.: Staph, Strep, H. influenzae) tendem a iniciar após as 48 h e até a 1ª semana, com secreção purulenta, porém sem a gravidade hipersupra-aguda do gonococo. O quadro “súbito nas primeiras 48 h com intensidade” é mais compatível com gonococo ou química (aquosa).

Estratégia para a prova: memorize a linha do tempo — 6–24 h: química; 2–5 dias: gonococo; 5–14 dias: clamídia; 1–2 semanas: HSV. Associe tipo de secreção (aquosa vs purulenta), lesões cutâneas (vesículas no HSV) e gravidade (gonococo é hipersupra-agudo e pode perfurar córnea).

Exames e condutas práticas: colher swab para Gram/cultura (gonococo), NAAT (clamídia), PCR (HSV). Iniciar tratamento específico quando suspeita forte, sobretudo para gonococo e HSV. Lembrar que profilaxia tópica previne melhor gonococo do que clamídia (necessidade de vigilância clínica). Referências: OMS, CDC, SBP, UpToDate, Harrison’s.

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