Um estudo com nove mil pessoas "mostrou" que consumidores r...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comer uma maçã por dia realmente faz bem à saúde?

O mundo inteiro aprecia as maçãs. A produção anual ultrapassa cem milhões de toneladas, e a fruta é cultivada em inúmeros países, em variedades que diferem em cor, sabor e textura. Há muito tempo, as maçãs são associadas à preservação da saúde, inspirando o provérbio inglês "uma maçã por dia mantém o médico longe", derivado de um ditado galês do século XIX: "Coma uma maçã antes de ir para a cama e você tirará o ganha-pão do médico."
Mas essa antiga máxima tem fundamento científico? As maçãs são realmente superiores a outras frutas?
Ricas em fitoquímicos, como flavonóis e polifenóis, as maçãs contribuem para a manutenção do peso, a redução do risco de doenças cardíacas e o controle da glicose. As antocianinas, que dão cor à casca, e a floridzina, que ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, somam-se à fibra pectina, que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e no equilíbrio glicêmico.
Estudos relacionam o consumo regular da fruta à menor incidência de diabetes tipo 2 e à diminuição do colesterol. Os fitoquímicos também estão associados à prevenção de certos tipos de câncer, reforçando o papel da maçã em uma dieta equilibrada.
Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã contém polifenóis antioxidantes que neutralizam radicais livres e reduzem o risco de doenças crônicas. Em poder antioxidante, perde apenas para o mirtilo.
Esses compostos, somados à ampla disponibilidade da fruta, explicam por que a maçã é tão recomendada em hábitos saudáveis. Um estudo com nove mil pessoas mostrou que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos, levando à adaptação do provérbio: "uma maçã por dia mantém o farmacêutico longe."
Pesquisas indicam benefícios mais expressivos entre quem consome duas ou mais maçãs por dia, como a redução do colesterol. Os especialistas também sugerem comer a fruta com casca, onde se concentram os polifenóis, e dar preferência às variedades antigas, mais nutritivas.
Em síntese, comer uma maçã por dia pode não eliminar a necessidade de consultar um médico, mas certamente favorece uma vida mais saudável — desde que faça parte de uma alimentação variada e rica em vegetais, o verdadeiro sentido do provérbio.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5wnxx6vr3o.adaptado.
Um estudo com nove mil pessoas "mostrou" que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos. 
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no pretérito:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho "Um estudo com nove mil pessoas "mostrou" que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos.", a forma verbal "mostrou" é flexão do verbo "mostrar" no pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular; esse tempo verbal apresenta o fato como realizado e concluído no passado, o que conduz à alternativa D.

Tema central: tempo e modo verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque "mostrou" não é forma do subjuntivo. O imperfeito do subjuntivo do verbo "mostrar" seria "mostrasse". Além disso, a frase não expressa ação hipotética nem dependente de outra; expressa uma constatação de resultado.
B
Errada
Está errada porque "mostrou" não corresponde ao mais-que-perfeito do indicativo. Esse valor de anterioridade em relação a outro fato passado não aparece na frase, e a forma verbal indicada na base para esse tempo seria "mostrara", não "mostrou".
C
Errada
Está errada porque "mostrou" não é pretérito imperfeito do indicativo; essa forma seria "mostrava". O trecho não apresenta ação habitual, contínua ou de fundo narrativo no passado, mas um fato pontual dado como concluído.
D
Certa
A alternativa D está correta porque classifica adequadamente a forma "mostrou" como pretérito perfeito do indicativo. Esse tempo verbal, na frase, registra um resultado de pesquisa já obtido, apresentado como fato concluído no passado, sem ideia de hipótese, duração ou anterioridade em relação a outro passado.
Pegadinha da questão
A banca mistura tempos verbais do passado e suas descrições semânticas para induzir erro. O ponto decisivo era reconhecer primeiro a forma verbal exata: "mostrou" é pretérito perfeito do indicativo, não bastando perceber apenas que a ação está no passado.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro a forma verbal exata antes de avaliar a descrição de sentido da alternativa.
  • Separe passado concluído de passado habitual: pretérito perfeito não tem o mesmo valor do imperfeito.
  • Verifique se há hipótese, anterioridade a outro passado ou duração; se isso não aparece, elimine subjuntivo, mais-que-perfeito e imperfeito.

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