Mulher, 46 anos, com hipertensão arterial sistêmica e diabet...

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Q4307617 Não definido
Mulher, 46 anos, com hipertensão arterial sistêmica e diabetes Mellitus em uso de insulina, é internada por descompensação hiperglicêmica grave, em contexto de suspeita de infecção urinária. Na admissão, apresenta alteração do nível de consciência. Os exames laboratoriais mostram glicemia de 622 mg/dL, pH de 7,42, bicarbonato de 20,2 mEq/L, sódio de 139 mEq/L, potássio de 4,5 mEq/L, ureia de 62 mg/dL, creatinina de 0,92 mg/dL e lactato de 1,72 mmol/L. Não estão disponíveis dosagem de beta hidroxibutirato, documentação de cetonemia significativa ou medida da osmolaridade sérica.
Após hidratação, antibiótico empírico e insulinoterapia, apresenta melhora importante da hiperglicemia, porém mantém alteração flutuante do nível de consciência.
No terceiro dia de internação, um familiar relata episódio de movimentos anormais interpretado como “crise convulsiva”, não presenciado pela equipe assistencial. Na avaliação médica imediatamente posterior, a paciente encontra-se hemodinamicamente estável, eupneica em ar ambiente e responsiva aos chamados verbais, porém apresenta movimentos mioclônicos predominantemente faciais, sem período pós-ictal típico.
A tomografia computadorizada de crânio realizada na admissão não demonstra alterações intracranianas agudas. Após o novo evento, uma segunda tomografia computadorizada de crânio, sem contraste, também não evidencia hemorragia, efeito de massa, hidrocefalia ou outra alteração estrutural aguda capaz de explicar o quadro. Não há hipoglicemia documentada durante o evento.

Considerando a persistência da alteração do estado mental associada aos fenômenos motores paroxísticos, o exame complementar mais apropriado para investigar se há atividade ictal cerebral contribuindo para o quadro neurológico é
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