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Q2133376 Pedagogia

Acerca dos encaminhamentos para a psicologia escolar e Educacional, analise os dois casos:

     Caso 1: Um menino de 6 anos, aqui chamado C., foi encaminhado pela escola para um psicólogo, com as seguintes queixas: não faz a lição de casa nem em sala de aula; não para quieto na sala de aula; desafia a professora e ri quando ela fica irritada; perturba as meninas durante a aula e no recreio; desobedece na escola e em casa; inventa histórias e fala o dia inteiro, até mesmo quando está sozinho.

    Caso 2: F. é um menino de 9 anos que possui as seguintes queixas escolares: vive no “mundo da lua”; não faz a lição de casa nem na escola; distrai-se com qualquer coisa; é “bonzinho” e todos se preocupam, pois não consegue aprender; mesmo quando estuda, na hora da prova esquece tudo e acaba tirando notas baixas.

Comissão de Psicologia e Educação do CRP-RJ (Org.). Conversações em Psicologia e Educação.Rio de Janeiro: Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, 2016. p.13.


Das possíveis problematizações referentes ao encaminhamento ao setor de psicologia nas escolas, a/o psicóloga/o escolar/educacional deve considerar que

  I. ela/e tende a compreender o fenômeno do fracasso escolar como algo da ordem do psiquê do indivíduo, desconsiderando o contexto escolar na compreensão do fenômeno;

 II. o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) pode ser diagnosticado por um médico especialista na área da neurologia, a partir de exames clínicos;

III. a bula do medicamento mais utilizado para o tratamento de TDAH, o cloridrato de mitilfenidato, recomenda que as crianças passem um período sem o medicamento, especialmente, durante as férias escolares;

IV. atualmente, nas escolas, apenas os alunos diagnosticados, a partir de exames físicos e laboratoriais, são tratados como crianças com transtornos neurológicos.

verifica-se que estão corretas apenas 

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Diante das queixas dos dois casos, o critério é distinguir a crítica à individualização da queixa escolar do relato sobre períodos sem medicação, atribuído pela obra a especialistas citados na bula. Essa leitura sustenta o gabarito oficial, embora a exclusão de II não seja tecnicamente inequívoca.

Tema central: Problematização da queixa escolar
Análise das alternativas
A
Certa
Em I, atribuir o fracasso escolar ao psiquismo individual, desconsiderando o contexto escolar, descreve uma tendência tradicional criticada pela referência; não é uma orientação para a atuação profissional. Em III, a obra de 2016 relata a recomendação de períodos sem medicação, especialmente nas férias escolares, atribuindo-a a especialistas citados na bula, sem que isso confirme diretamente o conteúdo da bula histórica. Isso sustenta a combinação I e III, sem autorizar suspensão automática do medicamento: a interrupção depende de acompanhamento e decisão médica.
B
Errada
Inclui IV, que restringe o tratamento como transtorno neurológico aos alunos com diagnóstico baseado em exames físicos e laboratoriais. A referência descreve crianças tratadas dessa forma sem alterações físicas ou laboratoriais detectadas, contrariando essa exclusividade.
C
Errada
Embora III seja aceita, IV contradiz a situação descrita pela obra: crianças podem ser tratadas como portadoras de transtorno neurológico sem alterações físicas ou laboratoriais detectadas. A presença de IV elimina a alternativa.
D
Errada
A inclusão de IV basta para eliminar a alternativa, independentemente da ambiguidade de II. O termo 'apenas' estabelece uma exigência exclusiva de comprovação física e laboratorial que não corresponde à descrição da referência.
E
Errada
Base insuficiente para justificar esta alternativa sem extrapolação. Sua diferença em relação à alternativa A é a inclusão de II, cuja rejeição depende de interpretar 'exames clínicos' como comprovação orgânica específica. A base informa que não existe exame neurológico específico para diagnosticar TDAH, mas também registra que o PCDT admite avaliação clínica e psicossocial e inclui neurologistas entre os profissionais que podem realizar o diagnóstico. Assim, E não é o gabarito oficial, porém sua exclusão não é tecnicamente inequívoca.
Pegadinha da questão
I descreve uma prática criticada, não uma recomendação profissional. Em IV, 'apenas' cria uma exclusividade contrariada pela fonte. Já II contém uma ambiguidade real: diagnóstico clínico por neurologista não equivale a confirmação por exame orgânico específico.
Dica para questões semelhantes
  • Distinga a descrição crítica de uma prática da recomendação de adotá-la: reconhecer a individualização da queixa escolar não significa desconsiderar o contexto escolar.
  • Não confunda avaliação clínica com comprovação por exame físico, laboratorial ou neurológico específico.
  • Confronte termos absolutos, como 'apenas', com as situações efetivamente descritas pela referência.
  • Leia períodos sem medicação como possibilidade de reavaliação médica supervisionada, não como autorização para suspensão automática nas férias.

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