Em todo o mundo, as diferenças de padrão de vida
são assustadoras. Em 2014, o norte‐americano médio tinha
uma renda de cerca de $ 55 mil. No mesmo ano, o mexicano
médio ganhava cerca de $ 17 mil, o chinês médio cerca de
$ 13 mil e o nigeriano médio apenas $ 6 mil. Não
surpreendentemente, essa grande variação do nível de
rendimento se reflete em diversos indicadores de qualidade
de vida. Os cidadãos de países de renda elevada têm mais
televisores e carros, melhor nutrição, melhor assistência
médica e uma expectativa de vida mais longa que os
cidadãos de países de baixa renda. As mudanças do padrão
de vida ao longo do tempo também são grandes. Nos
Estados Unidos, as rendas cresceram historicamente cerca
de 2% ao ano (após ajustes que ocorreram por causa de
alterações no custo de vida). A essa taxa, a renda média
dobra a cada 35 anos. No último século, a renda média dos
Estados Unidos aumentou aproximadamente oito vezes.
O que explica essas grandes diferenças de padrão de
vida entre países ao longo do tempo? A resposta é
surpreendentemente simples. Quase todas as variações de
padrão de vida podem ser atribuídas a diferenças de
produtividade entre países, ou seja, a quantidade de bens e
serviços produzidos por unidade de insumo de mão de obra.
Em países onde os trabalhadores podem produzir uma
grande quantidade de bens e serviços por unidade de
tempo, a maioria das pessoas desfruta de padrões de vida
elevados; em nações onde os trabalhadores são menos
produtivos, a maioria das pessoas precisa enfrentar uma
existência com maior escassez e, portanto, menos
confortável. De forma semelhante, a taxa de crescimento da
produtividade de um país determina a taxa de crescimento
de sua renda média. A relação fundamental entre
produtividade e padrões de vida é simples, mas suas
implicações são profundas. Se a produtividade é o
determinante principal do padrão de vida, outras
explicações devem ser de importância secundária. Por
exemplo, poderia ser tentador creditar aos sindicatos de
trabalhadores ou às leis de salário‐mínimo a elevação do
padrão de vida dos trabalhadores norte‐americanos durante
o século passado. Mas a verdadeira heroína dos
trabalhadores norte‐americanos é sua produtividade
crescente. Vejamos outro exemplo: alguns especialistas
afirmaram que a competição crescente do Japão e de outros
países explica o lento crescimento da renda nos Estados
Unidos nas décadas de 1970 e 1980. Mas, na verdade, o
vilão não era a competição internacional e, sim, o menor
crescimento da produtividade no país. A relação entre
produtividade e padrão de vida também traz implicações
profundas para a política pública.
Quando se pensa sobre como alguma política afetará
os padrões de vida, a questão‐chave é como ela afetará
nossa capacidade de produzir bens e serviços. Para elevar os
padrões de vida, os formuladores de políticas precisam
elevar a produtividade, de forma a garantir que os
trabalhadores tenham uma boa educação, disponham das
ferramentas de que precisam para produzir bens e serviços e
tenham acesso à melhor tecnologia disponível.
(Fonte: Introdução à economia - adaptado.)
Analisar a sentença abaixo:
Uma vez que os cantores não compareceram, o evento foi
cancelado.
A locução sublinhada estabelece a ideia de: