Leia o texto a seguir. Ao longo das últimas décadas, progra...
Ao longo das últimas décadas, programas de observação em cosmologia física utilizaram radiotelescópios terrestres e satélites dedicados para mapear um campo de radiação eletromagnética presente em todas as direções do céu. As medições mostram que essa radiação preenche o espaço cósmico de forma quase isotrópica, com temperatura efetiva próxima de 2,7 K, e apresenta um espectro extremamente bem ajustado ao de um corpo negro em equilíbrio térmico. Observações de alta precisão revelaram ainda anisotropias de baixa amplitude, descritas em termos de flutuações de intensidade e de temperatura em diferentes ângulos na esfera celeste. Esses mapas de toda a abóbada celeste, construídos em coordenadas adequadas à expansão cosmológica, permitem analisar a estatística dessas anisotropias, os modos angulares associados às flutuações e sua compatibilidade com modelos de universo homogêneo e isotrópico em grande escala. Em particular, a combinação entre o espectro de corpo negro, a temperatura extremamente baixa atualmente medida e a quase uniformidade angular do sinal constitui um conjunto de dados central na confrontação entre diferentes cenários de evolução cosmológica.
Esse conjunto de dados constitui evidência de que o Universo teve uma fase