Com relação à artrite bacteriana aguda não-gonocócica, são c...
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Tema central: A artrite bacteriana aguda não-gonocócica é uma urgência médica caracterizada por infecção direta da articulação, causando destruição rápida da cartilagem articular se não tratada. O pronto reconhecimento do agente etiológico, apresentação clínica e grupos de risco é fundamental para conduta adequada.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está incorreta porque o agente etiológico mais frequente não é o Staphylococcus epidermidis, mas sim o Staphylococcus aureus. Conforme o Manual de Antimicrobianos da APFH, “predominam o S. aureus e Streptococcus spp.” entre os principais agentes da artrite séptica não-gonocócica. O S. epidermidis normalmente está associado a infecções de próteses e não a artrite em articulação nativa.
Streptococcus dos grupos A e B podem causar artrite, mas são secundários ao S. aureus, e não sequenciais ao S. epidermidis. (Manual APFH; UEPA; Sociedade Paulista de Reumatologia)
Análise das alternativas:
A) Correta: A doença não tratada pode evoluir para destruição articular extensa, devido à rápida ação das enzimas bacterianas e inflamatórias. (Harrison’s, 21ª ed.)
C) Correta: O quadro geralmente se inicia de forma súbita, com monoartrite (mais comumente em joelho). Isso é clássico na apresentação clínica da artrite séptica, excetuando-se neonatos ou imunossuprimidos.
D) Correta: Em usuários de drogas EV, são mais frequentes germes Gram-negativos (como Pseudomonas) ou até S. aureus, como destacado nas diretrizes da UEPA e da literatura internacional.
E) Correta: Muitos casos ocorrem em hospedeiro comprometido (idosos, imunodeprimidos, com doença crônica, usuários de drogas EV), o que amplia o espectro de agentes e gravidade.
Pegadinhas e estratégias:
Fique atento a trocas de agentes bacterianos: S. aureus é disparado o mais comum, enquanto S. epidermidis se relaciona a próteses, não à articulação nativa. Leia cuidadosamente descrições dos agentes e dos grupos de risco. Palavras como “mais frequente” e “via de regra” indicam conceitos centrais da epidemiologia da doença.
Protocolos e diretrizes: Siga o que está nos protocolos nacionais e referências como Manual de Antimicrobianos da APFH, Manual de Reumatologia da UEPA e Harrison’s, especialmente quanto ao agente causal e apresentação clínica.
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Comentários
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| Etiologia | % |
| Neisseria gonorrhoeae | > 50 |
| Microorganismos não-gonococos | < 50 |
| 40-70 25 11-32 5 1 2 < 10% |
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