Em síntese comparativa de Egito, Mesopotâmia, Palestina, Fe...
Gabarito comentado
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Alternativa INCORRETA: B
Tema central: Comparação entre civilizações do Antigo Oriente (Egito, Mesopotâmia, Palestina/Israel, Fenícia e Pérsia) quanto a base econômica, formas de poder e traços culturais. Exige reconhecer palavras-chave e associá-las à civilização correta.
Resumo teórico:
- Egito: agricultura irrigada pelo Nilo, Estado centralizado e culto monumental (templos, pirâmides).
- Mesopotâmia: cidades-estado, escrita cuneiforme, códigos legais (ex.: Hamurábi), poder palaciano-templário.
- Fenícia: cidades portuárias (Tiro, Sídon), comércio marítimo e navegação; agricultura limitada.
- Israel: unificação tribal sob monarquia (Saul, Davi, Salomão); centralização em Jerusalém.
- Pérsia Aquemênida: administração por sátrapas e integração via Vias Reais.
Por que a B é incorreta? Afirmar que, entre os fenícios, a agricultura de sequeiro foi dominante e o tráfego marítimo residual inverte a realidade histórica. Os fenícios destacaram-se pelo comércio marítimo, colonização (Cartago) e produtos como púrpura, vidro e madeira de cedro; a agricultura existia, mas não era a base dominante de sua economia.
Análise das demais alternativas (corretas):
A) O Nilo permitiu irrigação regular, viabilizando fiscalidade central (corvéia, armazenagem, nilômetros) e monumentalidade cultual (templos, pirâmides). Isso coaduna com o caráter teocrático-faraônico.
C) Na Mesopotâmia, as cidades-estado organizaram poder em torno de palácios e templos; consolidaram a cuneiforme e códigos jurídicos como o de Hamurábi.
D) Em Israel, a monarquia (Saul–Davi–Salomão) unifica tribos e promove centralização administrativa e cultual em Jerusalém, ainda que com ciclos de maior/menor coesão.
E) No Império Aquemênida, as sátrapas garantiam governança regional sob supervisão imperial e o sistema de vias (como a Via Real) integrava o império, facilitando tributos e comunicação.
Estratégias de prova:
- Procure marcadores exclusivos: “sátrapas” e “vias imperiais” remetem à Pérsia; “cuneiforme” e “código” à Mesopotâmia; “Nilo” à centralização egípcia; “Jerusalém” à monarquia israelita; “tráfego marítimo” à Fenícia.
- Desconfie de termos extremos como “dominante” ou “residual”: para Fenícia, o marítimo nunca é residual.
- Verifique a coerência econômica com o meio geográfico (litoral fenício e portos favorecem comércio marítimo).
Fontes de apoio: Heródoto, Histórias; Código de Hamurábi; Pierre Briant, From Cyrus to Alexander; A. Leo Oppenheim, Ancient Mesopotamia; Toby Wilkinson, The Rise and Fall of Ancient Egypt; Bíblia Hebraica (Livros de Samuel e Reis).
Gabarito: B
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