A orientação farmacêutica deve ser individualizada, consider...

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Q4038401 Farmácia
A orientação farmacêutica deve ser individualizada, considerando aspectos clínicos, cognitivos e sociais do paciente. Para um paciente idoso polimedicado, a estratégia MAIS ADEQUADA é:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em paciente idoso e polimedicado, a orientação farmacêutica deve ser clara, adaptada à capacidade de compreensão e incluir confirmação do entendimento; por isso, a estratégia que combina recursos visuais e teach-back é a que melhor atende ao objetivo de reduzir erros de uso.

Tema central: Comunicação farmacêutica segura
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque orientação apenas verbal e rápida é insuficiente em paciente idoso polimedicado. A polifarmácia aumenta a complexidade do regime, e a comunicação exclusivamente verbal não contempla limitações sensoriais, cognitivas ou de letramento em saúde, nem confirma se houve entendimento real. O problema não é a brevidade em si, mas a ausência de adaptação e de checagem da compreensão.
B
Errada
Está errada porque linguagem técnica favorece precisão para o profissional, mas não garante compreensão pelo paciente. No cuidado centrado no paciente, o critério é comunicação acessível e adequada à capacidade de entendimento. Em idoso polimedicado, jargão técnico pode aumentar confusão e erro de uso, em vez de melhorar a segurança.
C
Certa
A alternativa C é a única que reúne os dois elementos decisivos para esse cenário: adaptação da orientação ao perfil do paciente e confirmação ativa da compreensão. Em idoso polimedicado, recursos visuais ajudam na organização e retenção do esquema terapêutico, e o teach-back permite verificar se o paciente realmente entendeu como usará os medicamentos, corrigindo falhas antes que se convertam em erro de administração. Isso é mais seguro do que apenas informar.
D
Errada
Está errada porque simplificar a comunicação não significa omitir informação essencial. Informar apenas a quantidade de comprimidos por dia deixa de fora dados críticos para o uso seguro, como horário, finalidade, modo de uso, duração e cuidados relevantes. Essa redução empobrece a orientação e aumenta risco de administração incorreta.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre transmitir informação e garantir compreensão: parecer "simples" ou "preciso" não basta se a orientação não for adaptada ao idoso polimedicado e validada com teach-back.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente idoso com polifarmácia, procure a alternativa que adapte a comunicação ao nível de compreensão e não apenas forneça informação.
  • Valorize estratégias que confirmem entendimento, como o teach-back, porque segurança depende de o paciente saber executar o regime terapêutico.
  • Recursos visuais somam segurança quando o esquema é complexo; eles ajudam, mas não substituem a checagem da compreensão.
  • Desconfie de alternativas que confundem simplificação com omissão de dados essenciais do tratamento.

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