A suplementação em excesso de vitaminas e minerais durante ...

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Q3573201 Medicina
A suplementação em excesso de vitaminas e minerais durante a gestação pode ser potencialmente tóxica ao feto, principalmente do ferro, selênio, iodo, vitamina A e D. O excesso de ferro está associado a 
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Tema central: suplementação excessiva de vitaminas e minerais na gestação e seus riscos. Em provas, associe cada micronutriente ao efeito tóxico típico: ferro → sobrecarga/hemocromatose; vitamina D → hipercalcemia; vitamina A → teratogenicidade; iodo → disfunção tireoidiana; selênio → selenose.

Alternativa correta: C – “hemocromatose” (sobrecarga de ferro)

Justificativa: O excesso de ferro leva à sobrecarga férrica, com acúmulo de ferro em tecidos (fígado, pâncreas, coração) e dano por estresse oxidativo, classicamente denominado hemocromatose/sobrecarga de ferro. Embora “hemocromatose” refira-se à forma genética, em concursos costuma-se usar o termo para qualquer depósito patológico de ferro, inclusive iatrogênico. Na gestação, megadoses sem indicação podem elevar ferritina e saturação de transferrina, aumentando risco de lesão hepática e metabólica. Diretrizes da OMS recomendam 30–60 mg/dia de ferro elementar na gestação, evitando doses acima do necessário sem deficiência documentada (WHO, Guideline: Daily iron and folic acid supplementation in pregnant women; UpToDate).

Análise das alternativas incorretas

A) Hipercalcemia: está ligada ao excesso de vitamina D (e intoxicação por cálcio), não ao ferro. A vitamina D em altas doses aumenta a absorção de cálcio intestinal, gerando hipercalcemia e sintomas como náuseas, poliúria e arritmias. Não há mecanismo pelo qual o ferro cause hipercalcemia.

B) Teratogenicidade: é efeito clássico do excesso de vitamina A (retinoides), especialmente no 1º trimestre, com malformações craniofaciais, cardíacas e do SNC. O ferro, mesmo em excesso, não é tipicamente teratogênico; seu risco é a sobrecarga tecidual, não malformações estruturais.

D) Hipotireoidismo gestacional: relaciona-se a iodo (deficiência ou excesso), podendo causar hipotireoidismo materno/fetal e bócio. O ferro não interfere diretamente na síntese de hormônios tireoidianos a ponto de provocar hipotireoidismo.

Dica de prova: faça “pareamentos rápidos”: Ferro → sobrecarga/hemocromatose; Vit D → hipercalcemia; Vit A → teratógeno; Iodo → hipo/hipertireoidismo; Selênio → selenose (alopecia, fragilidade ungueal, hálito de alho).

Referências essenciais: OMS/WHO (Guideline: Daily iron and folic acid supplementation in pregnant women); Ministério da Saúde – Caderno de Atenção ao Pré-Natal; UpToDate – Iron requirements and iron deficiency in pregnancy; Williams Obstetrics e Harrison’s (fisiopatologia da sobrecarga de ferro).

Gabarito: C

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