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Q3840483 Saúde Pública
Em microárea com alta densidade populacional e sobrecarga de demanda, a equipe discute critérios para gestão da agenda de visitas domiciliares. Considerando equidade e longitudinalidade na APS, a estratégia mais consistente é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar a alternativa que tratasse a agenda de visitas com priorização por risco e vulnerabilidade, sem abandonar acompanhamento continuado da população adscrita. A letra A faz isso; as demais recorrem a uniformização, reatividade ou foco restrito.

Tema central: Agenda de visitas domiciliares na APS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que articula os dois princípios cobrados. Ela prioriza conforme risco clínico e vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, mantém periodicidade mínima para toda a população, intensificando o seguimento dos casos prioritários sem romper o vínculo com os demais.
B
Errada
Está errada porque fixa periodicidade uniforme por domicílio, o que contraria a equidade. Além disso, a intensificação apenas após eventos sentinela torna o seguimento dependente de gatilhos, enfraquecendo o manejo proativo exigido pela longitudinalidade.
C
Errada
Está errada porque privilegia a lógica territorial de roteirização e uma fração fixa da agenda para prioritários, sem estabelecer priorização consistente por risco clínico e vulnerabilidade social. Cobertura por ruas/quarteirões e cota fixa não equivalem a acompanhamento proporcional à necessidade.
D
Errada
Está errada porque organiza a agenda de forma predominantemente reativa, centrada em faltosos, urgências referidas e busca ativa restrita a programas estratégicos. Isso não sustenta longitudinalidade ampla da população adscrita nem equidade baseada em estratificação de necessidades.
E
Errada
Está errada porque concentra visitas em subgrupos e momentos específicos e reduz visitas regulares para outros segmentos, inclusive crônicos estáveis. Focalizar grupos clássicos não substitui estratificação mais ampla por risco e vulnerabilidade nem o acompanhamento longitudinal da população adscrita.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar como suficiente uma agenda uniforme, territorial, reativa por eventos ou focada em subgrupos, quando o critério correto exigia combinar priorização por necessidade com seguimento mínimo de toda a população.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão cobrar equidade na APS, procure a alternativa que diferencie a oferta conforme risco e vulnerabilidade, e não a que trate todos com a mesma frequência.
  • Quando cobrar longitudinalidade, descarte propostas que dependam só de urgências, eventos sentinela ou grupos restritos para organizar o acompanhamento.
  • Em território sobrecarregado, a estratégia mais consistente é manter cobertura mínima para todos e intensificar o seguimento dos prioritários.
  • Roteirização geográfica e cobertura territorial ajudam na operação, mas não substituem estratificação por necessidade.

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