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Q3840480 Enfermagem
Ao aplicar instrumento de rastreio de fragilidade (ex.: VES-13) durante visita domiciliar, o ACS identifica pontuação sugestiva de vulnerabilidade aumentada. A conduta mais adequada é:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Rastreio positivo de fragilidade/vulnerabilidade em visita domiciliar indica maior risco e deve disparar registro e priorização assistencial na APS, com discussão pela equipe e intensificação de medidas preventivas; por isso, a alternativa C é a que melhor traduz a conduta esperada.

Tema central: Fragilidade na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque mantém a frequência usual de visitas e só intensifica o cuidado após evento adverso, como queda ou internação. Isso contraria a lógica da estratificação de risco na APS: o rastreio positivo existe justamente para antecipar prevenção e acompanhamento, não para agir tardiamente. Orientação de exercício e ajuste de rotina podem integrar o plano, mas não substituem registro, priorização e discussão com a equipe.
B
Errada
Está errada porque restringe a resposta ao eixo social e à sobrecarga familiar, sem contemplar a resposta assistencial global exigida pelo rastreio positivo. Vulnerabilidade pode incluir dimensão social, mas a conduta mais adequada do ACS após triagem positiva deve incluir registro, sinalização à equipe, priorização assistencial e intensificação preventiva. A alternativa fica incompleta como resposta principal.
C
Certa
A alternativa C está correta porque traduz o significado clínico-operacional de uma triagem positiva na ESF: reconhecer maior risco de desfechos adversos, registrar o achado, sinalizar prioridade para avaliação compartilhada da equipe e ampliar o acompanhamento com medidas preventivas dirigidas. Isso é compatível com a função do ACS no cuidado longitudinal e com o uso adequado de instrumentos de rastreio, que servem para selecionar quem precisa de maior vigilância e planejamento assistencial, mesmo sem diagnóstico sindrômico definitivo.
D
Errada
Está errada porque adia a redefinição de prioridade até reaplicação do instrumento em 60-90 dias. Repetir o escore pode ter utilidade no seguimento, mas não é condição para agir diante de risco já identificado. Exigir confirmação temporal antes de mobilizar a equipe neutraliza a função da triagem e atrasa medidas preventivas proporcionais ao risco.
E
Errada
Está errada porque usa um ponto verdadeiro de forma equivocada: o fato de triagem não ser diagnóstico não autoriza manter seguimento habitual até avaliação programada. O uso correto da triagem é modificar a prioridade do cuidado antes do agravamento. Manter o plano inalterado diante de vulnerabilidade aumentada descaracteriza a utilidade clínica do rastreio.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'triagem não é diagnóstico' e 'triagem não muda conduta'. Aqui, embora o instrumento não confirme síndrome de fragilidade, o resultado positivo já exige reorganização do acompanhamento e acionamento da equipe.
Dica para questões semelhantes
  • Se o instrumento é de rastreio e vem positivo, pense em estratificação de risco e mudança de prioridade assistencial, não em seguimento habitual.
  • Na ESF, a resposta correta costuma envolver registro do achado, comunicação à equipe e contribuição para plano de cuidado longitudinal.
  • Elimine alternativas que aguardam evento adverso ou exigem nova aplicação do instrumento antes de qualquer ação.
  • Não reduza fragilidade a um único eixo, como exercício ou apoio social; o manejo inicial adequado é ampliado e preventivo.

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