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Q3840479 Saúde Pública
No mapeamento da microárea, o ACS identifica população flutuante (catadores de recicláveis) em "vazio sanitário", sem endereço fixo e com barreiras de acesso. Para o diagnóstico comunitário e organização do trabalho territorial, a abordagem mais adequada é: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado descreve população flutuante, sem endereço fixo, em vazio sanitário e com barreiras de acesso; nesses casos, o princípio da territorialização exige reconhecê-la como parte do território vivo e do diagnóstico comunitário, com inclusão no planejamento e estratégias adaptadas de cadastro, vínculo e referência. Isso afasta as alternativas que restringem a resposta a registro parcial, atendimento eventual ou postergação da adscrição.

Tema central: territorialização e território vivo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque aplica o critério técnico decisivo da questão: população móvel e sem domicílio formal não fica fora do território de atuação da eSF/ACS. Para o diagnóstico comunitário e a organização do processo de trabalho, é preciso reconhecê-la como parte do território vivo, mapear riscos e barreiras de acesso e adotar formas adaptadas de cadastro, vínculo e referência. Esse é exatamente o tipo de resposta compatível com territorialização e inclusão no planejamento local, sem exigir exclusão prática nem condicionar o cuidado à existência de ponto fixo.
B
Errada
Está errada porque limita o cadastramento nominal a subgrupos e deixa os demais em registro agregado. Isso contraria a necessidade de reconhecer integralmente essa população no planejamento territorial e de buscar vínculo possível com adaptação operacional, em vez de fragmentar o registro por conveniência.
C
Errada
Está errada porque, embora mencione pontos de referência e território de circulação, trata a oferta de ações sem manutenção de adscrição nominal contínua como se isso bastasse. O erro é substituir a inclusão com estratégias adaptadas de referência e acompanhamento possível por uma lógica de oferta sem longitudinalidade buscada.
D
Errada
Está errada porque condiciona adscrição e acompanhamento longitudinal à pactuação prévia de um ponto fixo de referência. A base afasta exatamente essa exigência: a ausência de ponto fixo não autoriza adiar a inclusão territorial, o vínculo possível e a organização do cuidado.
E
Errada
Está errada porque rebaixa a eSF/ACS a retaguarda reativa, acionada apenas quando houver procura, mesmo que existam equipes específicas. A responsabilidade territorial ativa permanece: essa população deve entrar no diagnóstico comunitário e no planejamento, e não ficar apenas em apoio eventual.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar ausência de endereço fixo e alta mobilidade como motivo para não incluir a população no território, aceitando registro parcial, oferta pontual ou dependência de ponto fixo como se fossem suficientes.
Dica para questões semelhantes
  • Em territorialização, ausência de domicílio formal não exclui o grupo do território de atuação; o foco passa a ser circulação, vulnerabilidade e barreiras de acesso.
  • Quando houver alta mobilidade, o correto é adaptar cadastro, vínculo e referência, e não substituir isso por registro apenas agregado ou atendimento residual.
  • A existência de equipe específica não elimina a responsabilidade territorial da eSF/ACS no diagnóstico comunitário e no planejamento local.

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