Uma mulher de 35 anos de idade procurou a emergência
havia duas horas e meia, com intensa cefaleia, inicialmente
frontotemporal direita, depois holocraniana, pulsátil, acompanhada
de náuseas, vômitos e fotofobia. A dor era agravada por
movimentos da cabeça e deambulação. Na história patológica
pregressa, referiu múltiplos episódios semelhantes prévios,
com várias idas ao hospital devido à baixa resposta aos
tratamentos ambulatoriais. Apresentava, também, crises de cefaleia
mais leves, holocranianas, tipo peso, sem sintomas acompanhantes,
que cediam à utilização de analgésicos comuns, com duração
de várias horas, sem necessidade de procurar ajuda hospitalar.
Ao exame neurológico, foi observado nível e qualidade
da consciência normais, sem sinais meníngeos, sem déficits
motores nos membros e sem febre.
Situação 2
Após dois meses, a mesma paciente retornou à emergência,
com um quadro de cefaleia holocraniana severa, pulsátil,
acompanhada de vômitos, com evolução de cerca de 1 hora.
O acompanhante relatou que nunca a tinha visto tão mal. Ao exame
neurológico, foi observado nível e qualidade da consciência
normais, sem sinais meníngeos, sem déficits motores nos membros
e sem febre.
A respeito das duas situações relacionadas ao caso clínico em tela,
julgue o item subsequente. Na situação 1, se não houver melhora no quadro da paciente
após a administração de dipirona, recomenda-se, para
a próxima medicação, o uso de opioide.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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