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Q3840475 Saúde Pública
Em uma Unidade Básica de Saúde, o técnico de enfermagem atende usuário com febre alta, cefaleia intensa, vômitos e rigidez de nuca. O médico avalia e levanta hipótese diagnóstica de meningite bacteriana, providenciando transferência para hospital de referência. Considerando a Lista Nacional de Notificação Compulsória e os fluxos de vigilância epidemiológica, a conduta correta quanto à notificação é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A suspeita de meningite já obriga notificação compulsória imediata, em até 24 horas, sem aguardar confirmação laboratorial.

Tema central: Notificação imediata da meningite
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque condiciona a notificação ao resultado laboratorial do hospital de referência. Isso contraria o protocolo aplicável à meningite, em que a notificação deve ocorrer já na suspeita, sem aguardar confirmação etiológica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque aplica o fluxo oficial de vigilância para meningite: trata-se de agravo de notificação compulsória imediata, com comunicação à autoridade sanitária em até 24 horas, usando o meio mais rápido disponível. O critério técnico que sustenta a resposta é que a notificação nasce da suspeita clínica, para permitir investigação e medidas oportunas, e não depende de confirmação laboratorial.
C
Errada
Está errada porque transfere a obrigação de notificar ao hospital que receberá o paciente. Pela base, o serviço que primeiro atende o caso suspeito já deve notificar; a transferência do paciente não extingue essa responsabilidade.
D
Errada
Está errada porque descreve fluxo de notificação regular/semanal, com consolidação ao final da semana epidemiológica. Esse procedimento é incompatível com meningite no contexto cobrado, que exige notificação imediata em até 24 horas.
E
Errada
Está errada porque subordina a notificação formal a avaliação da coordenação da unidade e à disponibilidade de fichas. A notificação compulsória não depende de conveniência local nem pode ser substituída por mera comunicação interna.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi entre notificação de suspeita e confirmação/encerramento do caso, além da falsa ideia de que o hospital de referência ou a chefia da unidade é que definiria se haverá notificação formal.
Dica para questões semelhantes
  • Se o agravo tem fluxo de notificação imediata, a suspeita clínica já aciona a comunicação em até 24 horas; não espere exame confirmatório para notificar.
  • O primeiro serviço que atende o caso suspeito deve cumprir a notificação, mesmo que o paciente seja transferido em seguida.
  • Diferencie notificação imediata de notificação semanal: usar fluxo semanal em agravo de resposta rápida torna a conduta incorreta.
  • Comunicação interna à coordenação não substitui a notificação compulsória à autoridade sanitária no fluxo oficial.

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