Considerando os curativos de ferida com sinais de infecção ...
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Tema central: assistência de enfermagem em feridas com infecção local. Objetivos do curativo: reduzir carga microbiana, controlar exsudato e odor, proteger a pele perilesional, aliviar dor e monitorar sinais sistêmicos (abordagem TIME: Tecido, Infecção/Inflamação, Umidade, Borda).
Alternativa INCORRETA (E): “manter curativo oclusivo por período prolongado para elevar a temperatura local”. Em feridas com infecção, a oclusão prolongada aumenta umidade e temperatura, favorecendo proliferação bacteriana, maceramento e piora do odor/exsudato. A conduta indicada é controle rigoroso do exsudato, trocas mais frequentes e, quando necessário, coberturas com ação antimicrobiana (ex.: prata, PHMB, iodo cadexômero), nunca com o objetivo de “aquecer” a ferida. Diretrizes da IWII 2022, WHS 2023 e do Ministério da Saúde (Brasil) desaconselham oclusão prolongada em feridas infectadas.
Por que as demais estão corretas?
A) Reavaliação de dor, calor, rubor, edema, exsudato/odor e ajuste da cobertura é fundamental. Sinais clínicos guiam a troca para curativos que absorvam exsudato (espumas, alginatos, carvão com prata) e controlem odor, com registro estruturado para seguimento. Referência: IWII 2022; MS-BR.
B) Desbridamento reduz tecido desvitalizado e biofilme, diminuindo a carga microbiana. Deve respeitar a condição clínica (p. ex., evitar desbridamento agressivo em isquemia crítica não revascularizada) e o objetivo terapêutico. Pode ser conservador, autolítico, enzimático, mecânico ou instrumental/cirúrgico. Referência: WHS 2023.
C) Limpeza mecânica com solução apropriada (soro fisiológico ou água potável segura; antissépticos como PHMB, hipocloroso ou iodo quando alta carga microbiana) e proteção da pele perilesional (barreiras poliméricas, óxido de zinco) são práticas recomendadas. Educação do usuário previne complicações e melhora adesão. UpToDate; MS-BR.
D) Diante de sinais de piora sistêmica (febre, celulite extensa, linfangite, mal-estar), é correto comunicar a equipe, promover reavaliação multiprofissional, considerar coleta de cultura, antibioticoterapia sistêmica, avaliação para osteomielite, controle glicêmico e suporte nutricional. Diretrizes IWII/WHS.
Estratégia de prova: desconfie de enunciados que proponham “elevar a temperatura” ou “manter oclusão prolongada” em ferida infectada. Em infecção, pense em: controle de exsudato, redução de biofilme, antissépticos com evidência e monitorização sistêmica.
Referências essenciais: International Wound Infection Institute (IWII) 2022; Wound Healing Society (WHS) Guidelines 2023; Ministério da Saúde do Brasil – Linhas de cuidado/Protocolos de pessoas com feridas; UpToDate – Wound care and dressings.
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E - INCORRETA - Ferida infectada → precisa controle rigoroso + vigilância + trocas freqüentes
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